• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Guerra comercial de Trump abalou mercados e redesenhou o comércio global; veja linha do tempo

Escalada tarifária em 2025 derrubou Bolsas, elevou a incerteza global e inaugurou ciclo protecionista

Por Leo Guimarães

26/11/2025 | 10:31 Atualização: 26/11/2025 | 17:37

Donald Trump ergue a placa no “Liberation Day”. Marco simbólico do tarifaço. Foto: The White House
Donald Trump ergue a placa no “Liberation Day”. Marco simbólico do tarifaço. Foto: The White House

No dia 2 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ergueu uma placa confusa num dos jardins da Casa Branca. Nela, o mandatário demonstrava o que seria o seu tarifaço, um pacote de tarifas “recíprocas” sobre dezenas de países, inclusive a China, nação que ele já vinha impondo taxas desde fevereiro. Foi o marco da escalada de sua guerra comercial.

Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A fúria tarifária incluiu também parceiros próximos, como Canadá e México, desde os primeiros dias de seu segundo mandato. A imagem de Trump e sua placa marcou o dia batizado por ele de Liberation Day (dia da libertação), uma data que não só redefiniu o comércio internacional, como passou a reposicionar as forças do tabuleiro geopolítico.

A reação dos mercados foi imediata. As Bolsas globais despencaram com a crise de confiança. Nos EUA, o índice S&P 500 caiu cerca de 4,8 % e o Dow Jones Industrial Average registrou uma queda de cerca de 1.679 pontos no dia 3 de abril de 2025. Foram perdidos mais de US$ 3 trilhões em valor de mercado global naquelas 24 horas. Tudo sob o argumento de “reindustrializar os EUA” e “corrigir décadas de exploração comercial”.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O movimento também enfraqueceu o dólar no mundo e desvalorizou os títulos do tesouro americano (Treasuries). O capital passou a procurar outros “portos seguros”, os EUA não pareciam mais ser o que sempre foram.

O cenário de perda de confiança se agravou ao longo dos meses, com as críticas de Trump ao Federal Reserve e a sua independência. O banco central dos EUA mantém os juros elevados para cumprir seu mandato de controle inflacionário, mas deu início ao ciclo de corte em setembro. As pressões de Trump trouxeram prejuízo à credibilidade daquele país, visto desde sempre como o berço institucional no mundo.

Em resposta à instabilidade causada pelo Liberation Day, em 9 de abril foi anunciado que as tarifas acima da alíquota base seriam suspensas por 90 dias, mantendo-se apenas a taxa mínima de 10% para a maioria dos países, incluindo o Brasil.

Política tarifária errática

Esse foi apenas mais um dos “recuos” de Trump na sua errática política tarifária, mas o suficiente para fazer o mercado entender a estratégia, reverter as perdas e voltar a renovar as máximas ao longo do ano, puxado pelos setores de tecnologia e o boom da inteligência artificial (IA).

Publicidade

Japão, Coreia do Sul, países do Sudeste Asiático, União Europeia, iniciaram conversas com Donald Trump. “A possibilidade de novos acordos trouxe um alívio para os mercados”, comenta o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung.

Para os analistas, a reação estridente do mercado foi natural. “Os Estados Unidos estão se baseando numa visão um pouco ultrapassada, mercantilista da economia. Não é mais uma visão moderna. Foram eles próprios que construíram essa dinâmica, na qual eles acabaram tendo déficits comerciais, mas, em contrapartida, os recursos voltavam para os Estados Unidos na conta financeira”, explica Matheus Spiess,  da Empiricus Research.

A avaliação de Spiess reflete o sentimento de que a guinada protecionista foi a primeira ruptura no modelo de hiperglobalização do comércio internacional  dos últimos 30 anos, que teve origem há 80 anos no cenário de pós-Segunda Guerra.

Tarifaço de Trump chega à Suprema Corte

Nos EUA, o protecionismo de Trump terminou nos tribunais. Invocando leis como a Seção 232 (segurança nacional) e a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), suas interpretações podem ser revistas, num processo que  chegou à Suprema Corte dos EUA no dia 5 de novembro. O mundo está à espera dessa decisão, que deverá ser proferida em janeiro de 2026 e poderá redefinir os caminhos da política tarifária do Executivo.

Publicidade

Enquanto o presidente americano busca novos caminhos jurídicos para impor suas taxas, o mundo entrou em uma fase de reorganização multipolar, marcada pela fragmentação das cadeias produtivas e pelo avanço do que Spiess chama de “nova Guerra Fria”. “Não é a mesma lógica bipolar do século XX, mas um ambiente em que os blocos americano, europeu e chinês passam a operar com dinâmicas próprias”, observa.

Mudança no comércio e na geopolítica

Essa mudança de paradigma tem consequências diretas para a economia real. A substituição do princípio da eficiência pelo da segurança nas cadeias de suprimentos — o chamado reshoring, também conhecido como nearshoring ou friendshoring — tende a elevar custos, pressionar a inflação e consolidar um novo patamar estrutural de juros.

“O mundo está trocando o ‘produzir onde é mais barato’ pelo ‘produzir onde é mais seguro’. Isso é inflacionário por natureza”, afirma Spiess.

Apesar da pressão inflacionária, Tiago Feitosa, CEO e fundador da T2 Educação, observa que o Fed iniciou a redução da taxa de juros americana, trazendo-a para o menor nível desde novembro de 2022, no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.

A decisão ocorre em meio ao enfraquecimento do mercado de trabalho e ao desgaste provocado pelo recente shutdown parcial do governo, que paralisou agências federais, atrasou dados econômicos e aumentou a incerteza fiscal. O banco central dos EUA,  que tem mandato duplo, de estímulo ao emprego e controle da inflação,  buscou calibrar a política monetária para evitar uma desaceleração mais acentuada.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, lembra que a guerra comercial contra a China não é de agora. Vem desde a primeira passagem de Trump pela Casa Branca e não foi abandonada pela administração Joe Biden. Por essa razão, a China já estava preparada. “Hoje ela está conseguindo exportar bem mais de tecnologia, ela tem mais influência em outros mercados.”

Esse rearranjo também serviu para acordar a Europa. “Os europeus começaram a entender e começam a investir mais para, de fato, depender menos dos americanos. E aí estamos falando de infraestrutura, questões militares, busca por outros mercados”, enumera Sung.

Brasil chamou atenção e entrou no foco

O Brasil, que havia passado despercebido pelas sobretaxas, terminou entrando no radar de Trump. Em julho, durante a Cúpula dos Brics 2025 no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que o mundo precisaria encontrar novas formas de relações comerciais que não passassem pelo pelo dólar. Não era a primeira vez que o presidente brasileiro fazia essa crítica, mas era o único mandatário dos Brics a fazê-la.

Publicidade

Naquele mesmo dia, Trump acusou o grupo de países, do qual o Brasil faz parte, de jogar contra a moeda americana. “Tudo bem se eles quiserem jogar esse jogo, eu também sei jogar”, disse. No final de julho, Trump anunciou a sobretaxa de 40% aos produtos brasileiros que foram somadas à tarifa básica de 10% anunciada desde abril para todos os países.

A sobretaxa brasileira — um país que tem déficit comercial, ou seja, importa mais do que exporta aos EUA — veio justificada por um contexto político, envolvendo decisões polêmicas do ministro Alexandre de Moraes, imposição da Lei Magnitsky e alegações de perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O distanciamento de Lula do governo Trump foi interpretado por vários analistas como um erro. Até outubro, o presidente brasileiro não havia falado com Trump desde a posse em janeiro. Apesar de Lula colher frutos internos ao adotar o discurso da soberania nacional ao criticar o tarifaço, sua postura agressiva gerou críticas. “A gente não pode brigar com uma potência como os Estados Unidos”, resume Spiess.

O fato é que o quadro se inverteu após um breve encontro durante a Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) em setembro, em Nova York, seguido de um telefonema do início de outubro e do encontro entre Lula e Trump em Kuala Lumpur no final daquele mês. A avaliação é que o Brasil, agora, se beneficia de uma reaproximação diplomática.

Negociações estão em andamento

A leitura é a de que o País pode sair fortalecido se mantiver o diálogo e explorar seu papel como fornecedor estratégico de energia, alimentos e minerais à maior potência mundial. “O Brasil tem uma posição importante por causa das reservas de terras-raras, que são críticas para a indústria tecnológica e bélica americana. Depois das restrições com a China, Washington precisa de novos fornecedores, e o Brasil volta a ser um parceiro prioritário”, explica Sung, da Suno.

Publicidade

Para ele, o cenário atual representa um ponto de inflexão mais favorável ao Brasil do que nos primeiros meses do tarifaço. “Trump percebeu que os americanos estão pagando mais caro por carne e café brasileiros, e isso o forçou a reabrir o diálogo. O Brasil entra agora num jogo de interesses mútuos, mais pragmático do que ideológico”, diz.

Em novembro as negociações com o Brasil evoluíram.  No dia 14, os americanos anunciaram a redução da tarifa geral de 10% para aproximadamente 200 itens, mas decidiram preservar a alíquota extra de 40% aplicada ao Brasil, inclusive para o café. Na visão dos cafeicultores, a decisão melhorou para os concorrentes e piorou para o Brasil, já que produtores de concorrentes como Colômbia e Vietnã, tiveram suas tarifas zeradas.

Quase uma semana depois, no dia 20, uma nova ordem executiva retirou a tarifa de 40% sobre mais de 200 itens brasileiros, incluindo café, carne, frutas, cacau e sucos. A pressão inflacionária nos EUA foi o principal motor para o alívio nas taxas de importação, mas a ordem cita o  “progresso inicial nas negociações” com o Brasil.  O governo brasileiro comemorou o avanço como “vitória da diplomacia”, mas as tarifas continuam sobre 74% das exportações para os EUA.

O que esperar para 2026

Ao fim de 2025, os efeitos do tarifaço são visíveis na economia global. O aumento nos custos de insumos — especialmente aço e alumínio — e de equipamentos importados elevou as despesas de produção e pressionou as margens de setores dependentes do comércio exterior. Parte desse encarecimento foi repassada ao consumidor, ampliando o desconforto inflacionário nas principais economias.

Para 2026, os especialistas ainda mantêm a previsão,  mesmo que parcial, das tarifas impostas por Trump.  Isso  manterá a pressão de preços e a incerteza sobre o comércio global. Um respiro  pode surgir à medida que decisões judiciais desfavoráveis à Casa Branca forcem recuos. “Caso isso ocorra, haverá alívio de preços e melhora do PIB global de curto prazo”, avalia Feitosa, da T2.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brics (Brasil
  • China
  • comércio internacional
  • EUA
  • geopolítica
  • Guerra comercial
  • Índia
  • Lula
  • Rússia
  • tarifaço
  • Trump
Cotações
15/02/2026 13h25 (delay 15min)
Câmbio
15/02/2026 13h25 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Análise do resultado da Vale no 4T25: prejuízo de US$ 3,8 bi contrasta com forte operação; o que fazer com VALE3

  • 2

    Vai para os blocos de carnaval? Veja como se proteger de golpes

  • 3

    Ações da Braskem (BRKM5) se recuperam após notícia sobre balanço do BB (BBSA3); entenda

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com dados do varejo brasileiro, inflação nos EUA e resultado da Vale (VALE3)

  • 5

    Bitcoin volta a subir com dados do CPI e fica próximo dos US$ 70 mil; ciclo de baixa está perto do fim?

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: veja o calendário de sorteios
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: veja o calendário de sorteios
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível receber o pagamento pelo Pix?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível receber o pagamento pelo Pix?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: como gerar o Documento de Arrecadação
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: como gerar o Documento de Arrecadação
Imagem principal sobre o Abono PIS/Pasep: como funciona o resgate do benefício?
Logo E-Investidor
Abono PIS/Pasep: como funciona o resgate do benefício?
Últimas: Mercado
Ibovespa na semana: Suzano (SUZB3) salta 16% com balanço; Raízen (RAIZ4) afunda 23,8%
Mercado
Ibovespa na semana: Suzano (SUZB3) salta 16% com balanço; Raízen (RAIZ4) afunda 23,8%

Índice da B3 subiu no período, ao contrário de Nova York, com dados de inflação no radar do mercado

13/02/2026 | 20h16 | Por Beatriz Rocha
Ibovespa hoje: Eneva (ENEV3) salta com novos valores para leilão; Raízen (RAIZ4) volta a cair
Mercado
Ibovespa hoje: Eneva (ENEV3) salta com novos valores para leilão; Raízen (RAIZ4) volta a cair

Índice recuou às vésperas do carnaval, que deixará Bolsa fechada na segunda-feira (16) e na terça-feira (17)

13/02/2026 | 19h35 | Por Beatriz Rocha
Ações da Braskem (BRKM5) se recuperam após notícia sobre balanço do BB (BBSA3); entenda
Mercado
Ações da Braskem (BRKM5) se recuperam após notícia sobre balanço do BB (BBSA3); entenda

BB registra perda de R$ 3,6 bi com ações da Braskem dadas como garantia pela Novonor

13/02/2026 | 12h42 | Por Luíza Lanza
Mercados hoje: bolsas recuam antes do CPI dos EUA; dólar sobe e minério cai 2,7%
CONTEÚDO PATROCINADO

Mercados hoje: bolsas recuam antes do CPI dos EUA; dólar sobe e minério cai 2,7%

Patrocinado por
Ágora Investimentos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador