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Mercado

Após venda da V.tal, analista projeta salto de 125% nas ações da Oi

Caso o Cade libere a venda para o consórcio de telecomunicações, a empresa desembolsará R$ 16,5 bi

Fonte: Shutterstock/Gajus/Reprodução
  • Em recuperação judicial (RJ) desde 2016 por causa de problemas financeiros, a OI elaborou um plano de desinvestimentos para conseguir quitar as dívidas

(Francisco Artur, especial para o E-Investidor) – O aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda do controle da V.tal (ex InfraCo) para o BTG Pactual por R$ 12,9 bilhões foi fundamental aos planos da Oi (OIBR3) para sair da recuperação judicial.

Apesar da vitória, a empresa deve ter dificuldades para conseguir a liberação da venda da rede móvel para o consórcio formado por Claro, Vivo e Tim.

“Essa venda será fonte de recursos para pagamento de dívidas, bem como para os novos investimentos da companhia. Os desinvestimentos da Oi já somam R$ 34,6 bilhões. Resta ainda a aprovação da venda da unidade de telefonia móvel, que é vista como mais delicada, pois os compradores são as atuais operadoras Tim, Claro e Vivo”,  afirma Phil Soares, chefe de análise de ações da Órama.

Caso o Cade libere o desinvestimento na telefonia móvel para o consórcio de telecomunicações, a OI embolsará R$ 16,5 bilhões.

Efeito nas ações

Mesmo sem a confirmação, Rodrigo Friedrich, head de renda variável da Renova Invest, projeta uma valorização de 125% nas ações da empresa, cotadas em R$ 1,02, às 15h05 desta quinta-feira (21), na Bolsa de Valores.

“Trabalhamos com um preço-alvo de R$ 2,30. A liberação da venda da V.Tal teve uma valorização de curto prazo da ações, mas acreditamos que essa operação será significativa para a empresa, no longo prazo, já que a dívida líquida da Oi é de R$ 25,7 bilhões e só esse montante da venda já cobriu metade do seu passivo”, diz Friedrich. Ele destaca ainda a disparada de 10% dos papéis de OIBR3 após a liberação da venda da V.Tal.

Sem estimar um preço-alvo para as ações, o especialista de mercado da Guide Investimentos, Rodrigo Crespi, projeta que, além das repercussão da decisão do Cade, a escalada nos papéis da empresa se deve ao possibilidade de a empresa sair da recuperação judicial até o final deste ano. “Esse movimento tornará a empresa totalmente nova, com potencial de crescimento e com capacidade para focar em regiões onde a fibra ótica é impenetrável. Se conseguirem fazer a execução com eficácia, pensamos que os próximos passos virão em um prazo de cinco anos”, diz.

Saída da recuperação judicial

Em recuperação judicial (RJ) desde 2016 por causa de problemas financeiros, a Oi elaborou um plano de desinvestimentos para conseguir quitar as dívidas. Após a prorrogação da RJ, no ano passado, a Oi divulgou que iria se desfazer de cinco partes da empresa, denominadas por UPIs.

Até o momento, a telefônica já vendeu a UPI V.Tal (InfraCo) para o BTG Pactual por R$ 12,9 bilhões; a UPI Torres à Highline por um valor de R$ 1,06 bilhão; a UPI Data Center, vendida para a Titan por R$ 325 milhões e a UPI Ativos Móveis, vendida para o consórcio formado por Claro, TIM e Vivo, por R$ 16,5 bilhões.

Quanto à UPI TVCo, a OI ainda busca possíveis interessados na compra.

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