Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para outubro caiu 0,38%, a US$ 4,2595 por libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuou 0,61%, a US$ 9.299,00 por tonelada.
Amanhã, analistas avaliam que Powell deve apresentar pistas sobre a diminuição das compras de ativos, processo conhecido como “tapering”, mas deve deixar um anúncio formal para um encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), possivelmente o de setembro. Na visão do Bank of America (BofA), os ventos contrários aos preços do cobre nos últimos meses foram impulsionados por uma confluência de fatores, como a apreensão e incerteza sobre a política fiscal, especialmente na China. “Também tem havido alguma volatilidade porque os bancos centrais estão sinalizando que podem não ser mais tão flexíveis como no ano passado”, avalia.
O Commerzbank acha “difícil de entender” o preço do cobre recorde de quase US$ 10.750 por tonelada visto em maio, levando em conta os dados do mercado. “Embora o preço tenha caído cerca de US$ 1.500, acreditamos que deve ser ainda mais baixo de uma perspectiva dos fundamentos”, aponta o banco alemão. Já na avaliação do BofA, uma desaceleração contínua na demanda da China, sem um aumento compensatório de consumo no mundo ocidental, é um risco para os preços. Ainda assim, o banco americano espera um cenário “construtivo” para o mercado. Este pode permanecer volátil, mas existe a chance de aumento global da demanda no segundo semestre do ano, afirma.
Entre outros metais negociados no pregão eletrônico da LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio subiu 0,10%, a US$ 2.620,00. A do zinco, por sua vez, recuou 0,93%, a US$ 2.998,00, a do estanho aumentou 1,29%, a US$ 33.340,00, a do níquel teve queda de 1,90%, a US$ 18.805,00 e a do chumbo recuou 1,16%, a US$ 2.291,00.