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Bolsas de Nova York fecham mistas

  • Publicação mais aguardada do dia, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deu algum impulso aos índices, e o S&P 500 terminou com fechamento recorde. Algumas ações de tecnologia tiveram alta, mas o recuo da Tesla acabou por pressionar o Nasdaq

(Estadão Conteúdo) – As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único hoje e perto da estabilidade, em sessão marcada pela volatilidade. Publicação mais aguardada do dia, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deu algum impulso aos índices, e o S&P 500 terminou com fechamento recorde. Algumas ações de tecnologia tiveram alta, mas o recuo da Tesla acabou por pressionar o Nasdaq.

O índice Dow Jones avançou 0,05%, aos 33.446,26 pontos, o S&P 500 encerrou com ganho de 0,15%, aos 4.079,75 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,07%, aos 13.688,84 pontos.

A desaceleração inicial dos juros dos Treasuries, com o retorno da T-note de 10 anos chegando a recuar, ocorreu ao mesmo tempo em que os índices tinham impulso no começo da sessão. Após a ata do Fed, contudo, os rendimentos de longo prazo passaram a subir. As petroleiras também imprimiram volatilidade à sessão, seguindo movimentos do barril. No fim, Chevron (+0,59%) e ExxonMobil (+0,43%) avançaram.

Durante a sessão, as techs apareceram em destaque, o que se seguiu no fechamento, com Facebook em alta de 2,23%, acompanhado por Apple (+1,24%) e Amazon (+1,72%). Já a Tesla recuou 2,99%, pressionando o Nasdaq, em sessão marcada pela preocupação na China sobre o uso não autorizado de câmeras nos dispositivos da empresa, algo que a companhia alegou não ocorrer.

As bolsas ganharam fôlego, embora curto, após a publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Fed. Entre outros aspectos, o documento trouxe que, na visão dos dirigentes, os dados econômicos dos EUA voltaram a subir, após alguma desaceleração na recuperação.

Segundo a Oxford Economics, a ata reforçou a “paciência” da entidade monetária e sua disposição em manter as condições financeiras acomodatícias até que o emprego nos EUA se recupere plenamente, contradizendo movimentos do mercado, que espera por pressão inflacionária no país.

Uma das principais altas do dia foi do JPMorgan, que subiu 1,57%, em um dia de noticiário agitado para a empresa. Além de anunciar que irá tirar suas operações na Europa, em Londres, e distribui-las a outros centros financeiros da região, o banco afirmou que não passará a ter trabalho remoto após a pandemia. Além disso, em carta anual, o CEO da empresa, Jamie Dimon, indicou ver um bom momento para a economia dos EUA que pode durar até 2023.

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