Os produtos possuem estratégias distintas, como multimercados, fundos imobiliários, fundos de participações e fundos de ações. Apesar do volume expressivo sob gestão, os veículos de investimentos não contam com um grande número de cotistas, ao contrário dos fundos mais populares que são negociados na Bolsa de Valores.
A situação da instituição financeira ganhou a atenção do mercado com os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado. A investigação apura suspeitas de ocultação de patrimônio e relações com o crime organizado. Os fundos Hans 95 e Reag Growth 95 integraram a lista de alvos da operação.
Além disso, os dois veículos ajudaram a dar um fôlego extra de ao menos R$ 1,2 bilhão ao Banco Master em 2024, num momento em que a instituição financeira já começava a enfrentar problemas de liquidez. Veja os detalhes nesta reportagem.
Liquidação da Reag Truts
Segundo o Banco Central (BC), a liquidação extrajudicial da Reag Trust foi motivada por graves violações às normas que “regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)”. A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada como liquidante do processo, tendo como responsável técnico Antônio Pereira de Souza.
A empresa será a responsável por levantar todos os ativos – dinheiro, imóveis e carteira de crédito – e todas as dívidas da instituição financeira para pagamento de credores. Com a decisão, os bens dos controlados e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis.
Já o patrimônio dos investidores que está aplicados nos fundos de investimentos administrados pela CBSF não será afetado pela liquidação extrajudicial. Isso acontece porque os investidores dos fundos relacionados à antiga Reag possuem uma garantia de segregação patrimonial. Ou seja, os recursos da administradora não se misturam com os recursos dos fundos de investimentos.
“Juridicamente, os credores da Reag Truts (atual CBSF DTVM) não podem tocar no dinheiro dos cotistas. O que acontece agora é um congelamento operacional. O liquidante nomeado pelo BC vai convocar uma assembleia para transferir esses fundos para outra administradora saudável”, detalha Adilson Bolico, sócio do escritório Mortari Bolico Advogados.