Relação baseada em operações financeiras
A relação entre o BRB e o Banco Master foi construída a partir de tentativas de operações comerciais e financeiras, especialmente a compra de carteiras de crédito e a realização de investimentos, com base na linha do tempo das instituições destacada em reportagem do E-Investidor.
Um exemplo foi quando o BRB realizou aportes superiores a R$ 5 bilhões no Banco Master por meio de diferentes operações, incluindo a aquisição de cotas de fundos de investimento, segundo a Agência Brasil. Nessas operações, o BRB adquiriu ativos originados pelo Banco Master como forma de diversificar sua carteira e buscar retorno financeiro.
Além disso, após o anúncio das operações entre as duas instituições, o Ministério Público do DF questionou irregularidades no processo, levando a Justiça a barrar a assinatura do contrato. Na sequência, investigações da Polícia Federal e auditorias do Banco Central apontaram problemas no Banco Master, o que resultou no bloqueio definitivo da venda, de acordo reportagem E-Investidor.
Além da aquisição de carteiras, o BRB também realizou aportes por meio de fundos de investimento que possuíam exposição a ativos do Banco Master.
Há controle ou gestão compartilhada?
O BRB não controla o Banco Master, assim como o Banco Master não participa da gestão do BRB. Ainda, vale destacar que o Master está em liquidação extrajudicial, segundo o site da própria instituição.
O que é liquidação extrajudicial?
A liquidação extrajudicial é um procedimento que encerra de forma organizada as atividades de uma instituição financeira e a retira do Sistema Financeiro Nacional (SFN). É aplicada quando a instituição se torna insolvente de maneira irreversível ou comete infrações graves às regras que regem suas operações, de acordo com o Banco Central do Brasil.
Acompanhamento regulatório
Como ocorre em operações de grande porte, as transações entre os dois bancos passaram a ser acompanhadas por órgãos reguladores, como o Banco Central, segundo a Agência Brasil.
Impactos financeiros
O caso envolvendo o Banco Master teve impactos pontuais no mercado financeiro, incluindo ajustes regulatórios pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que limitou as taxas de CDB a 120% do CDI, de acordo com reportagem do E-Investidor.
Antes da intenção de compra anunciada pelo Banco de Brasília (BRB), banco público do Distrito Federal, de 58% do capital do Master, estimada em R$ 2 bilhões, os CDBs do Master já chamavam atenção do mercado.
Colaborou: Giovana Sedano.