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Foto: Adobe Stock"
Na hora de adquirir um novo eletrodoméstico, um dos aspectos mais importantes para o consumidor é o consumo de energia do aparelho. A eficiência energética, indicada por adesivos na superfície e na embalagem dos produtos, fornece informações essenciais sobre a quantidade de eletricidade que será utilizada. Essa classificação permite identificar quais dispositivos contribuem para o aumento da conta de luz e quais ajudam na economia ao longo do tempo.
Diante da variedade de opções disponíveis no mercado, entender os níveis de eficiência e saber interpretá-los pode fazer diferença na escolha do equipamento ideal para cada necessidade. A seguir, saiba como funciona essa classificação, os critérios de avaliação e a influência direta na fatura de energia elétrica.
O que significa eficiência energética?
Um equipamento eficiente é aquele que desempenha sua função com o menor desperdício de eletricidade possível. Isso significa que, para desempenhar tarefas como refrigerar alimentos, aquecer ambientes ou lavar roupas, ele consome menos energia em comparação a modelos menos avançados tecnologicamente.
No Brasil, a eficiência energética dos eletrodomésticos é regulamentada pela Lei nº 10.295/2001, que estabelece padrões mínimos de desempenho para diferentes aparelhos. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é o órgão responsável por testar e classificar os equipamentos, garantindo que estejam dentro dos padrões estabelecidos. Um dos principais selos utilizados é o Procel, que vai da classificação A (mais eficiente) até G (menos eficiente).
O papel dos selos de eficiência energética
Os adesivos informativos presentes nos aparelhos oferecem dados fundamentais para o consumidor. Além da classificação que indica o nível de eficiência, esses selos contêm informações sobre o consumo anual em quilowatt-hora (kWh), a voltagem do equipamento e a identificação do programa de conservação de energia que certificou o produto.
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Em itens como ares-condicionados, é possível encontrar dados sobre a capacidade de refrigeração medida em BTUs. Já em máquinas de lavar roupa, o selo pode trazer detalhes sobre o consumo de energia em diferentes ciclos de lavagem. Com essas informações, é possível comparar modelos e prever qual deles terá um impacto menor na fatura de energia.
Quais os níveis de eficiência energética?
Os aparelhos elétricos são avaliados e classificados em diferentes categorias, conforme sua eficiência. A classificação varia do verde ao vermelho, indicando os níveis de consumo. Veja o que cada faixa significa:
- A+++, A++ e A+: modelos mais eficientes, consumindo 30%, 20% e 10% a menos de energia, respectivamente, do que os aparelhos de nível A. Normalmente contam com tecnologias modernas, como motores inverter, e demandam um investimento inicial mais alto, mas garantem economia a longo prazo.
- A: aparelhos com bom desempenho energético e um equilíbrio entre custo e eficiência.
- B: representam um consumo um pouco maior em relação à classificação A e podem gerar custos mais elevados ao longo do tempo.
- C: têm eficiência intermediária e são comuns em marcas que priorizam outros aspectos em detrimento da inovação energética.
- D: sinalizados por um tom alaranjado, são menos eficientes e, em geral, modelos mais antigos.
- E, F e G: aparelhos com maior consumo de energia, recomendados apenas em situações específicas em que o custo inicial seja um fator determinante.
Como a eficiência energética impacta a conta de luz?
O desempenho energético dos eletrodomésticos têm impacto direto no valor da fatura de eletricidade. Equipamentos com melhor classificação consomem menos kWh, reduzindo o gasto mensal. Por exemplo, uma geladeira moderna com selo A+++ pode consumir até 50% menos eletricidade em comparação a um modelo antigo de classificação C.
Apesar de eletrodomésticos mais eficientes terem um preço inicial mais elevado, o investimento tende a compensar ao longo do tempo devido à redução dos custos com energia elétrica. Portanto, ao realizar uma compra, fique atento aos selos de eficiência energética.
Colaborou: Gabrielly Bento.