Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026?
Segundo reportagem E-Investidor, as novas regras do IR não afetam a declaração que será entregue em 2026, relativa aos rendimentos de 2025.
Na prática, os entregadores só poderão usufruir da ampliação da faixa de isenção na declaração de 2027, que terá como base os rendimentos do ano-calendário de 2026. Ou seja, embora a lei já esteja em vigor, seus efeitos financeiros só se tornarão reais futuramente.
O que muda com a nova lei do IR
A legislação sancionada no fim de 2025 ampliou a faixa de isenção para contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês. Antes, apenas quem ganhava até R$ 3.036 estava totalmente isento.
Para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, foram criados descontos progressivos, reduzindo gradualmente o valor do imposto devido. Além disso, contribuintes de alta renda passam a pagar um imposto mínimo.
Entregadores de aplicativo podem ser beneficiados?
A faixa de isenção não faz distinção de profissão ou tipo de vínculo empregatício. Assim, entregadores de aplicativos podem sim se enquadrar na isenção, desde que seus rendimentos tributáveis mensais, após os abatimentos previstos em lei, não ultrapassem R$ 5 mil. O critério é exclusivamente o valor final apurado, não o tipo de trabalho.
Quanto ganham, em média, os entregadores de apps
Os ganhos variam de acordo com a plataforma, cidade, carga horária e demanda. Dados do Mercado Livre em Bauru (SP), consultados no Glassdoor, apontam salários entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, com média de R$ 3 mil. Ainda, há uma remuneração variável de R$ 63 mensais, podendo chegar a até R$ 300.
Já estudos sobre entregadores do iFood, como o levantamento do Cebrap de 2023, indicam que jornadas de 20 horas semanais resultam em ganhos líquidos entre R$ 807 e R$ 1.325. Para 40 horas semanais, os valores estimados variam de R$ 1.980 a R$ 3.039, considerando despesas da atividade.
O que o entregador deve observar
Mesmo com a possibilidade de isenção futura, é essencial manter controle dos ganhos, guardar comprovantes e entender quais despesas podem ser deduzidas. Dessa forma, será mais fácil cumprir a legislação corretamente quando as novas regras passarem a prevalecer para os rendimentos de 2026.
Colaborou: Giovana Sedano.