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Radar da Imprensa

Frango vai ficar mais caro com a gripe aviária? Entenda o cenário

Com focos confirmados e exportações suspensas, Ministério da Agricultura destaca medidas para conter avanço da doença e manter estabilidade do setor

Por Jéssica Anjos

20/05/2025 | 12:27 Atualização: 20/05/2025 | 12:27

Frango vai ficar mais caro com a gripe aviária? Entenda o cenário
Foto: Adobe Stock
Frango vai ficar mais caro com a gripe aviária? Entenda o cenário Foto: Adobe Stock

Em meio à confirmação de focos de gripe aviária no Rio Grande do Sul e à suspensão temporária das exportações para diversos países, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou na última segunda-feira (19) que o consumidor brasileiro não deve enfrentar aumento no preço da carne de frango.

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Conforme Agência Brasil, durante coletiva de imprensa realizada para esclarecer a situação, Fávaro minimizou o impacto da doença sobre o mercado. “Acredito muito mais em pequenas variações, pode ter um excesso de oferta, [por] 10 e 15 dias, e aí vai direcionando para outro lugar, retomando para algum país que flexibilizará seu protocolo. Portanto, eu acredito muito mais na estabilidade”, explicou o ministro, reforçando que o cenário tende à estabilidade.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), comercializou 5,2 milhões de toneladas do produto em 2024, distribuídas para 151 nações. As vendas renderam cerca de US$ 9,9 bilhões, e mais de um terço da produção nacional é direcionada ao exterior.

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A região Sul concentra a maior parte desse comércio: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 78% das exportações. Entre os principais destinos dos embarques estão China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Filipinas, União Europeia, México, Iraque e Coreia do Sul, que juntos absorvem mais de 60% da carne de frango brasileira destinada ao exterior.

Segundo o ministro, a maior parte da produção ainda é voltada para o consumo interno, o que deve funcionar como amortecedor diante da queda temporária das exportações. “Imagino, é que 70% da produção já fica no mercado interno. Então, estamos falando de 30%, se fechasse para todo mundo”, afirmou.

Outro fator que pode conter eventuais flutuações de preço, segundo Fávaro, é o histórico recente do setor diante de outras enfermidades. Ele citou como exemplo o caso do vírus de Newcastle, registrado no ano passado, que também não provocou quedas bruscas nos preços da proteína.

“A experiência adquirida, no caso da [doença] Newscasttle, no ano passado, os preços não abaixaram tanto. Segundo, não vai ficar tão grande a restrição, porque é possível que, durante o período dos 28 dias, e a gente está confiante de que vai conseguir segurar dentro do raio [do foco], do caso específico, há a volta gradativa à normalidade.”

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O governo aguarda agora o encerramento de um ciclo de 28 dias sem novos registros para enviar uma autodeclaração à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), condição necessária para negociar a retomada das exportações. Ainda não há previsão de quando o organismo internacional responderá ao comunicado, mas a expectativa é de que a reabertura ocorra de forma gradual.

Atualmente, sete casos suspeitos estão sendo analisados em laboratórios. Três deles — nos estados de Mato Grosso, Sergipe e Ceará — já foram descartados. Permanecem em investigação ocorrências no Tocantins, em Santa Catarina e em outra localidade do Rio Grande do Sul.

Os únicos casos confirmados até o momento estão em uma granja de produção comercial na cidade de Montenegro e em um zoológico em Sapucaia do Sul, ambos em Porto Alegre.

  • Leia também: O surto de gripe aviária vai mexer com o bolso do consumidor?

Mesmo diante das restrições sanitárias e comerciais, o governo federal e representantes do setor produtivo descartam, por ora, qualquer previsão de aumento no preço da carne de frango.

Colaborou: Gabrielly Bento.

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