A maioria dos papéis atingiu a marca nesta segunda-feira, enquanto Tim (TIMS3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) alcançaram as máximas na última sexta-feira (25). Telefônica Brasil (VIVT3), por sua vez, alcançou o recorde na quinta-feira (24). O levantamento utilizou séries históricas ajustadas por proventos – dividendos, juros sobre capital próprio (JCP), agrupamentos e desdobramentos –, garantindo uma comparação mais precisa dos preços ao longo do tempo.
Em termos de valorização, a ação da TIM lidera em desempenho no ano até esta segunda-feira, com ganhos de 36,47%, seguida pela Equatorial (EQTL3), com alta de 32,46%, e pelo Itaú (ITUB4), que avança 31,51% no mesmo período.
O fenômeno de renovação das máximas em abril é distribuído entre oito setores diferentes, com maior concentração em energia elétrica – que tem quatro representantes na lista – e seguros, com três nomes no ranking. Os setores de proteínas animais e telecomunicações aparecem com duas ações cada, enquanto holdings diversificadas, água e saneamento, serviços de apoio e armazenagem e bancos completam o quadro com um papel cada.
No grupo de empresas do setor elétrico, Equatorial, Copel (CPLE6), CPFL (CPFE3) e Taesa (TAEE11) atingiram novos topos, com o interesse do mercado em ativos considerados defensivos em tempos de incerteza. “No segmento de seguros, Porto Seguro (PSSA3), BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) mostraram força, refletindo a resiliência do setor frente ao cenário macroeconômico”, diz Rivero.
Entre os grandes bancos, o Itaú foi o único a bater sua máxima histórica, de R$ 34,99, nesta segunda-feira.
“A diversidade dos setores e o perfil de muitas dessas companhias – majoritariamente defensivo e resiliente – reforçam o quadro de seletividade dos investidores, que, diante das incertezas, continuam preferindo nomes com geração de caixa estável e capacidade de remunerar seus acionistas”, afirma Rivero sobre as 15 ações recordistas do Ibovespa.