Nesta primeira etapa, a plataforma Trends será disponibilizado a clientes sofisticados (com maior disposição a correr riscos) e assessores, integrado aos canais já utilizados no dia a dia – Home Broker, App Trader e Trader Desk.
A plataforma funciona com base em modelos quantitativos desenvolvidos pelas equipes do banco e com curadoria interna. A partir desses modelos, o BTG Trends estrutura cenários probabilísticos para ativos financeiros, incluindo dólar, Ibovespa, ações e decisões de juros. A leitura, no entanto, não substitui a análise fundamentalista e não configura recomendação automática.
De acordo com o banco, a ferramenta segue os padrões de governança aplicados aos demais produtos da instituição, com adequação de perfil de risco, monitoramento de compliance e operações sem alavancagem – ou seja, operações em que o risco máximo de perda está limitado ao valor total investido pelo usuário.
O BTG afirma que a plataforma amplia o conjunto de instrumentos analíticos à disposição do investidor. Segundo o banco, a iniciativa busca qualificar o uso de modelos preditivos no mercado e reduzir a migração de investidores para soluções não reguladas.
No lançamento, o acesso será gratuito para o público elegível. A expansão de funcionalidades e de escopo ocorrerá de forma gradual, com comunicação feita nos canais oficiais do BTG à medida que novos recursos forem incorporados.
Avanço dos mercados de previsão no Brasil
Diferentes empresas brasileiras têm anunciado sua entrada no mercado de previsões. Por meio de uma parceria com a Kalshi, clientes da marca Clear que possuem conta de investimento internacional na XP International passaram a ter acesso aos contratos preditivos em março. Inicialmente, o foco está em eventos financeiros e econômicos. Desde o anúncio, a Clear tem disponibilizado vídeos sobre o tema em seu canal no YouTube.
Já a B3 recebeu autorização da CVM para lançar contratos de previsões sobre cotações de Ibovespa, dólar e bitcoin. Os produtos devem ser disponibilizados em abril. A Bolsa brasileira ainda trabalha para conseguir a mesma liberação para contratos ligados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ao Produto Interno Bruto (PIB).
A autorização dada à B3, por enquanto, restringe esse mercado a investidores profissionais (aqueles que têm mais de R$ 10 milhões investidos). Mas a Bolsa quer avançar além desse público, por entender que os contratos preditivos oferecerem risco menor do que os contratos futuros, já disponibilizados para o investidor pessoa física.
No mercado de previsões, os usuários negociam contratos binários (com duas opções) que pagam um valor se o evento de fato ocorrer e zero se não ocorrer. O preço flutua conforme novas informações aparecem. Um pouco diferente do que ocorre nas casas de apostas, em que as próprias empresas definem as odds (retorno potencial) e incluem uma margem de lucro. Nesta matéria, explicamos como funciona esse mercado que já cresce nos Estados Unidos, mas ainda enfrenta dúvidas regulatórias