

Segundo a pesquisa Radar Febraban, 89% dos brasileiros têm a percepção de aumento nos preços. Este é o maior porcentual em mais de dois anos. No levantamento de setembro de 2024, a quantidade era de 74%. O levantamento aponta ainda que 85% da população acredita que a inflação aumentou nos últimos seis meses.
Entre os entrevistados, a maioria (74%) acredita que alimentos e produtos de abastecimento doméstico são o maior peso na inflação. Em segundo lugar, os preços dos combustíveis foram apontados como principal peso inflacionário por 31% dos ouvidos, seguidos por medicamentos e gastos com saúde (30%).
Economia brasileira
A pesquisa apurou que 35% da população acredita que o País melhorou entre dezembro e abril, o menor porcentual da série histórica. Já o sentimento de piora chegou a 34%, mesmo nível de dezembro de 2022, o maior da série histórica.
Por outro lado, a pesquisa aponta que 72% dos brasileiros estão “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com relação à vida pessoal e familiar. 41% dos entrevistados sentem que sua vida pessoal melhorou no primeiro trimestre de 2025. Para 39%, ficou igual, mantendo os patamares de abril de 2024 e de 2023.
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77% também apontaram ter sentimentos positivos para o ano de 2025 (esperança, alegria, confiança, tranquilidade e orgulho), contra 20% que têm sentimentos negativos (desconfiança, medo, tristeza, raiva e vergonha). Os sentimentos negativos cresceram três pontos porcentuais em relação a dezembro.
“As notícias sobre a economia, marcadas no primeiro trimestre por temas como aumento da inflação e da taxa de juros, revisão para baixo das previsões de crescimento do PIB e possível impacto das políticas comerciais dos EUA sob o novo governo de Donald Trump, trouxeram incertezas para os brasileiros e impactaram as expectativas em relação ao Brasil no decorrer do ano”, aponta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE).
Prioridades para 2025
Para 2025, a prioridade da população é a saúde (31%), mantendo-se historicamente no topo da lista. Seguido por emprego e renda (23%), voltando a subir após quedas consecutivas desde 2023. Subindo de quinto para terceiro lugar entre as prioridades para o ano, a inflação e o custo de vida (12%). Seguidos por Educação (9%), Segurança (8%), Corrupção (6%) e Fome (3%).
Entre os desejos da população, o principal é guardar dinheiro ou investir, com 21% querendo aplicar na poupança e 28% em outros investimentos. Já o desejo de comprar um imóvel caiu de 34% para 30%, assim como a vontade de reformar, que foi de 21% para 15%. Diante disso, 47% dos brasileiros acreditam que estarão menos endividados em 2025 do que em 2024. Na pesquisa passada, o número foi de 48%.
Golpes e fraudes
A pesquisa também apurou que o contingente de vítimas de golpes ou tentativas de golpes passou de 33% para 38%. Clonagem de cartão continua em primeiro lugar como responsável por 40% das vítimas. Já 28% foram alvos de golpes no WhatsApp, com alguém se passando por um conhecido, ultrapassando o golpe da central de atendimento falsa que fez 26% das vítimas. Fecham a lista golpes do PIX (16%) em quarto lugar e golpes por SMS (11%) em quinto.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 19 e 21 de março, de 18 anos ou mais. As entrevistas foram feitas por pesquisadores e complementadas de forma online. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95,5%. Os porcentuais que não somam 100% são decorrentes de arredondamentos.
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A Pesquisa Radar Febraban é realizada trimestralmente pelo IPESPE e mapeia a percepção e expectativa da sociedade sobre a vida, aspectos da economia (como o aumento dos preços) e prioridades para o país.