Em relatório, os analistas Pedro Tineo, Tales Granello e Vitor Pini observam que, apesar disso, a possibilidade de redução nas estimativas de lucro parece ser restrita à empresa. Isso se deve ao fato de que os R$ 146 milhões em despesas com fusões e aquisições (M&As) registrados em 2024 como custos pré-acordo (que representam 21% do total) devem diminuir em 2025. Além disso, espera-se um aumento no lucro bruto de R$168 milhões devido a receitas adicionais.
O banco avalia, no entanto, que o impacto das sinergias não é muito significativo, considerando a expectativa de um aumento de 7% nas vendas até 2027. As discussões sobre sinergias foram focadas em um aumento nas vendas, o que, na visão do banco, é mais difícil de ser alcançado (e rastreado) do que uma redução nas despesas e custos. No entanto, preocupações relacionadas à integração e preservação do patrimônio da marca em cada unidade de negócios foram abordadas, “com a Azzas assumindo a posição de líder estratégico” no setor.
O Safra avalia como positivo ainda o fato de que a varejista investiu “pesadamente seu dinheiro e tempo para abordar as preocupações com a integração entre as duas companhias” e o novo guidance (projeção).
O Banco Safra mantém uma recomendação “outperform” (o equivalente a compra) para Azzas (AZZA3), com preço-alvo de R$ 75,30, o que representa um potencial de valorização de 40% sobre o fechamento de quinta-feira (15).
*Com informações do Broadcast