• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Balanços dos grandes bancos dos EUA no 4T25 testam a tese de soft landing e calibram expectativas para 2026

Resultados de Bank of America, Wells Fargo e Citigroup reforçam a leitura de resiliência da economia americana, mas indicam que o melhor momento do ciclo de juros para o setor bancário pode ter ficado para trás

Por Isabela Ortiz

14/01/2026 | 12:08 Atualização: 14/01/2026 | 18:21

Os resultados do 4T25 dos grandes bancos americanos reforçam a leitura de desaceleração ordenada da economia, mas mantêm o investidor atento à trajetória dos juros em 2026 (Foto: Adobe Stock)
Os resultados do 4T25 dos grandes bancos americanos reforçam a leitura de desaceleração ordenada da economia, mas mantêm o investidor atento à trajetória dos juros em 2026 (Foto: Adobe Stock)

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) nos Estados Unidos começa com os grandes bancos no centro das atenções e cumpre, até aqui, um papel mais de termômetro inicial da economia do que de gatilho para grandes movimentos de mercado. Para o investidor, os números ajudam a calibrar expectativas sobre crescimento, juros e risco, mas ainda não encerram o debate sobre 2026.

Leia mais:
  • Acordo Mercosul-UE pode mexer com câmbio, juros e risco Brasil
  • Os setores que ganham e os que perdem
  • BRB indica 3 novos membros para o Conselho de Administração; veja nomes
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um primeiro ponto de atenção é a própria estrutura do sistema bancário americano. Diferentemente do Brasil, onde poucos grandes bancos concentram a maior parte do crédito e dos resultados, o setor nos EUA é altamente pulverizado.

“O setor bancário americano, por mais que você tenha os gigantes, é muito mais pulverizado. Não é igual aqui no Brasil, em que o resultado de quatro bancos já dá uma boa noção do mercado”, observa Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Segundo ele, essa fragmentação faz com que problemas em instituições menores, como já ocorreu em episódios recentes, possam gerar ruídos relevantes, mesmo quando os grandes bancos seguem sólidos.

  • Queda da Selic no radar: como ficam os investimentos se o ciclo de juros mudar

Ainda assim, os balanços dos bancões trazem sinais importantes. Na leitura de Cruz, eles continuam se beneficiando do ambiente de juros mais altos em comparação com o padrão observado nos últimos 15 anos. Após um longo período de taxas próximas de zero, a perspectiva de juros em torno de 2,75% a 3% segue relativamente atrativa.

No entanto, ele pondera que, nos EUA, a principal fonte de lucro dos grandes bancos não está apenas na renda fixa. “Não é da renda fixa que eles tiram boa parte dos seus lucros. É corretagem, transação, fusão e aquisição, investment banking“, diz.

Resultados resilientes apesar da desaceleração econômica

Essa dinâmica ajuda a explicar por que os resultados recentes mostram resiliência mesmo em um cenário de desaceleração gradual da economia.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Para Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, os balanços de instituições como Bank of America e Wells Fargo reforçam, neste momento, a narrativa de soft landing (uma desaceleração ordenada, sem recessão iminente).

“A resiliência da receita com juros e a inadimplência ainda controlada, especialmente no crédito corporativo e em segmentos de maior renda, mostram que a economia americana segue desacelerando de forma organizada”, afirma.

Os dados de crédito, por enquanto, corroboram essa leitura. O consumo segue sustentado e o mercado de trabalho ainda dá suporte à capacidade de pagamento das famílias.

Há, é verdade, sinais iniciais de aumento da inadimplência em cartões de crédito e no crédito ao consumidor de menor renda, mas de forma gradual e já amplamente monitorada pelo mercado. “Não dá para dizer que existe um risco sistêmico. O sistema está sólido, com capital robusto e provisões adequadas”, ressalta Boragini, embora reconheça que o risco para 2026 é assimétrico, especialmente se os juros permanecerem elevados por mais tempo.

Margem financeira ganha centralidade

Na avaliação de Boragini, o pico de expansão das margens já ficou para trás. Os bancos ainda extraem valor do atual patamar de juros, mas o efeito positivo é menor do que em 2023 e 2024.

O aumento do custo de captação, a competição maior por depósitos e a perda de tração do crédito começam a aparecer nos balanços. “Juros altos ainda ajudam o resultado, mas com eficiência decrescente. Se o Fed mantiver juros elevados por muito tempo, o efeito pode passar de positivo para neutro”, explica.

Essa leitura dialoga com a visão mais ampla sobre política monetária e ativos globais. Para Boragini, os resultados dos grandes bancos reforçam a tese de “higher for longer” (juros mais altos por mais tempo) ainda que não eliminem a possibilidade de cortes mais à frente.

Publicidade

Isso reduz a urgência do Federal Reserve em flexibilizar a política monetária, sustenta um dólar mais forte e pressiona os yields dos Treasuries, sobretudo nos vencimentos intermediários e longos.

Para mercados emergentes como o Brasil, o impacto tende a ser misto, com fluxo externo mais cauteloso, alguma pressão sobre o câmbio, mas sem choque, desde que a desaceleração global siga ordenada.

Pano de fundo macro projeta um 4T25 positivo

Na visão da XP Investimentos, esse pano de fundo macroeconômico ainda permite esperar uma temporada de resultados construtiva no 4T25 para as empresas americanas.

A casa projeta crescimento de 8,0% do lucro por ação (LPA) do S&P 500 na comparação anual, com viés assimétrico para surpresas positivas. O cenário combina resiliência da atividade econômica, redução das distorções causadas por tarifas e uma proporção elevada de guidances (quando empresas de capital aberto divulgam projeções e expectativas) positivos.

Mesmo após revisões positivas ao longo do trimestre, a XP avalia que as estimativas ainda refletem o choque negativo gerado pelas incertezas do chamado Liberation Day (quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou taxas de importação a dezenas de nações).

Riscos em 2026

Para os bancos, esse contexto se traduz em um equilíbrio delicado. De um lado, a economia ainda longe de uma ruptura e um sistema financeiro capitalizado; de outro, sinais de que o melhor momento do ciclo de juros já passou para o setor.

Publicidade

Boragini acredita ser “um cenário de desaceleração controlada, mas com riscos crescendo no horizonte de 2026”. Já para Cruz, os balanços bancários seguem sendo mais uma leitura inicial da temporada do que um divisor de águas para os mercados, ajudam a entender o estado da economia, mas não determinam, sozinhos, os próximos movimentos de Treasuries, dólar ou bolsas globais.

Para o investidor, a mensagem central é de cautela construtiva. Os resultados confirmam resiliência no curto prazo, mas exigem atenção redobrada à evolução do crédito, das margens e, sobretudo, à trajetória dos juros ao longo de 2026.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Balanço
  • BofA
  • citi
  • Citigroup
  • wells fargo
Cotações
15/01/2026 6h29 (delay 15min)
Câmbio
15/01/2026 6h29 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI

  • 2

    Caso Banco Master reacende debate sobre regras do FGC; veja o que pode mudar para o investidor

  • 3

    Caso Master expõe riscos dos CDBs, coloca o FGC sob pressão inédita e dá lição ao investidor

  • 4

    O que pode levar a Vale a novas máximas em 2026 após ação subir 40%?

  • 5

    Quem é Greg Abel, sucessor de Buffett que começou vendendo garrafas por 5 centavos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda para motoristas da Uber: quando a isenção irá aparecer na declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda para motoristas da Uber: quando a isenção irá aparecer na declaração?
Imagem principal sobre o Trabalhadores nascidos em janeiro já podem realizar o saque-aniversário do FGTS; veja até quando
Logo E-Investidor
Trabalhadores nascidos em janeiro já podem realizar o saque-aniversário do FGTS; veja até quando
Imagem principal sobre o 4 maneiras para os idosos realizarem a prova de vida em 2026
Logo E-Investidor
4 maneiras para os idosos realizarem a prova de vida em 2026
Imagem principal sobre o Prova de vida 2026: como fazer procedimento pelo app Gov.br?
Logo E-Investidor
Prova de vida 2026: como fazer procedimento pelo app Gov.br?
Imagem principal sobre o Mega Millions: como funciona a loteria dos EUA?
Logo E-Investidor
Mega Millions: como funciona a loteria dos EUA?
Imagem principal sobre o Como a ventilação natural pode ajudar na conta de luz?
Logo E-Investidor
Como a ventilação natural pode ajudar na conta de luz?
Imagem principal sobre o Tem CDBs do Master? Como acionar o FGC e quando será feito o pagamento
Logo E-Investidor
Tem CDBs do Master? Como acionar o FGC e quando será feito o pagamento
Últimas: Mercado
Petróleo volta ao centro da geopolítica global após ação dos EUA na Venezuela: o que muda nos mercados
Mercado
Petróleo volta ao centro da geopolítica global após ação dos EUA na Venezuela: o que muda nos mercados

Invasão americana reacende debate sobre commodities, enquanto investidores monitoram efeitos no Brasil e nos países emergentes

15/01/2026 | 05h30 | Por Murilo Melo
Ibovespa hoje acompanha vendas do varejo no Brasil e falas do Fed no exterior
Mercado
Ibovespa hoje acompanha vendas do varejo no Brasil e falas do Fed no exterior

Agenda doméstica traz dados do IBGE e da Anfavea, enquanto investidores monitoram discursos de dirigentes do banco central americano

15/01/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich
Agenda de quinta-feira (15): PIB no Reino Unido, atividade no Brasil e dados de emprego nos EUA
Mercado
Agenda de quinta-feira (15): PIB no Reino Unido, atividade no Brasil e dados de emprego nos EUA

Indicadores de crescimento e produção ganham destaque, com PIB e indústria no Reino Unido, atividade no Brasil e números do mercado de trabalho e da indústria nos Estados Unidos

15/01/2026 | 04h30 | Por Isabela Ortiz
Ibovespa hoje: em dia de recorde, Vale (VALE3) salta quase 5%; MRV (MRVE3) tomba
Mercado
Ibovespa hoje: em dia de recorde, Vale (VALE3) salta quase 5%; MRV (MRVE3) tomba

Índice da B3 fechou no maior nível de sua história, com apoio da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3;PETR4)

14/01/2026 | 18h52 | Por Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador