

A agência de classificação de risco Moody’s divulgou um relatório sobre o Banco de Brasília (BRB), com o título “A aquisição do Banco Master apresenta altos riscos de execução, um ponto negativo para o crédito.” – veja o que se sabe até agora sobre a operação aqui.
Entre os riscos de execução e integração da compra do Master está o status público do BRB, “o que implica uma estrutura de governança complexa, e o livro de empréstimos altamente concentrado do Master, parte do qual é estruturado sob fundos de investimento em recebíveis ilíquidos”, diz a Moody’s.
A agência também detalha que, com a transação, o BRB pretende expandir fora de sua região de atuação principal, apoiado pela sua base de depósitos estável por pertencer ao governo do Distrito Federal. “O objetivo final é melhorar sua baixa rentabilidade, que tem sido pressionada desde 2021”, escrevem.
Segundo o relatório, a combinação de alto crescimento e menor geração de lucros reduziu a capitalização principal do BRB. Em setembro de 2024, a razão de capital próprio comum de Nível 1 (CET1) regulatória do banco era de 7,7%, comparada com 11,4% três anos antes. A razão CET1 da Master era de 10,9% em junho de 2024.
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“Como o preço de aquisição representa um desconto de 25% em relação ao valor contábil do banco Master, o impacto no capital do BRB deve ser positivo, mas ainda há um alto grau de incerteza neste ponto”, diz a Moody’s.