A opinião positiva do banco baseia-se nas expectativas de que a empresa pagará dividendos extraordinários, considerando que a estatal não tem uma reserva legal e, portanto, não pode reter dinheiro; e que a casa acredita que o governo brasileiro apoia dividendos extraordinários dada a sua situação fiscal.
O BofA estima uma forte perspectiva de rendimento de dividendos para o segundo semestre de 2023 e 2024, calculando que o rendimento de dividendos da Petrobras poderia chegar a 19% na segunda metade deste ano e 22% em 2024. O Bofa afirma que a previsão da equipe global do banco trabalha com previsão de preços do petróleo considerados de US$ 81/bbl neste ano e US$ 90/bbl em 2024, acima do consenso, o que explica as estimativas elevadas da casa em comparação ao consenso.
Outros fatores que apoiam a visão positiva do banco para a petrolífera são um forte crescimento de produção até 2028-29 e uma política de precificação de combustíveis mais alinhada aos preços internacionais, o que reduz as preocupações com a influência do governo, segundo o banco.