Com maior apetite ao risco do mercados, o bitcoin opera em alta, chegando a atingir o maior nível em um mês. (Imagem: Adobe Stock)
O bitcoin opera em alta hoje, chegando a atingir o maior nível em um mês, na medida em que o fluxo institucional segue sustentando as cotações. O dia contou com apetite por risco nos mercados, seguindo uma queda nos preços do petróleo com expectativas de que o fluxo pelo Estreito de Ormuz (caminho por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial) possa ser restaurado em alguma medida.
Por volta das 17h45 (de Brasília), o bitcoin subia 3,01%, a US$ 74.052,42. Já o ethereum tinha alta de 9,61%, a US$ 2.338, de acordo com a plataforma Binance.
“Tudo parece viver ou morrer com base nos preços do petróleo”, afirma o analista-chefe de Mercado do IG Group, Chris Beauchamp. “O bitcoin tem sido imune a isso. Ele encontrou seu próprio nicho de refúgio”, apontou.
A maior criptomoeda do mundo se beneficiou na semana passada de fortes compras pela Strategy e de entradas em fundos negociados em bolsa (ETFs), afirmou a Laser Digital, apoiada pela Nomura.
O capital institucional está começando a retornar após um início de ano cauteloso, afirma Linh Tran, da XS.com. Notavelmente, os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas de capital por cinco sessões consecutivas. A alta de quase 12% do bitcoin desde que as tensões começaram a aumentar em meados de fevereiro sugere que ele pode estar começando a apresentar características de um “porto seguro digital”, diz Tran.
Durante a semana, a guerra no Oriente Médio dividirá atenções com a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, na quarta-feira, quando é amplamente esperada uma manutenção de juros, mas investidores aguardam sinais dos próximos passos da autoridade.
Um tom mais agressivo do que o esperado, enfatizando a necessidade de manter as taxas elevadas por mais tempo para controlar a inflação, pode pressionar os ativos de risco. Uma postura mais equilibrada ou sinais de menor rigidez na política monetária podem impulsionar o apetite por risco.