“Vemos a aquisição como positiva, apoiando a estratégia do BTG de aumentar as receitas de varejo, embora esperemos um impacto insignificante nas finanças da empresa no curto prazo. Achamos que a avaliação paga foi justa, dado o desconto para o líder do setor XP (atualmente avaliado em 6% de sua AUC)”, afirmou o BofA em relatório.
Segundo os analistas Flavio Yoshida e Mario Pierry, o negócio aumenta a exposição do BTG ao comércio de varejo, reduz os custos de financiamento e agrega receitas de produtos bancários (cartões de crédito, seguros, investimentos, empréstimos e outros). Além disso, clientes de varejo adicionais aumentam a base de clientes do BTG para distribuir produtos de emissões de dívida e ou ações.
Com um total de ativos sob gestão (AuC) de aproximadamente R$ 18 bilhões, a Órama DTVM gerou receita de R$ 80 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a menos de 1% da receita do BTG. Entre 2018 e 2021, as receitas aumentaram em oito vezes e permanecem relativamente estáveis desde então, provavelmente impactadas pela fraca atividade comercial no período. A empresa está próxima do ponto de equilíbrio, segundo o banco.
O BofA mantém a recomendação de compra para as ações do BTG, com preço-alvo de R$ 40, o que representa um potencial de alta de 32,3% em relação ao fechamento de ontem.