Na agenda de indicadores, a produção industrial chinesa cresceu 2,2% em novembro, na comparação anual, desacelerando após ganho de 5% visto em outubro. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 3,7%. Já as vendas no varejo do país caíram 5,9% em novembro, na mesma comparação anual, ante expectativa de redução de 3,3% dos economistas.
Entre ações em foco na China, papéis ligados ao consumo e ao setor de energia pressionaram o mercado. Yonghui Superstores teve baixa de 1,4% e Yankuang Energy Group, de 2,7%. Montadoras e fabricantes de microchips estiveram entre as altas, com CATL em avanço de 5,3% após a empresa assinar uma cooperação com a Huawei.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei terminou em queda de 0,37%, em 28.051,70 pontos. Papéis do setor de eletrônicos estiveram entre as baixas, em meio a preocupações sobre a perspectiva para os juros nos Estados Unidos. Lasertec recuou 2,1% e Keyence, 1,8%.
Em Seul, o índice Kospi fechou em baixa de 1,60%, em 2.360,97 pontos. A bolsa sul-coreana teve dia negativo para ações ligadas à internet e a eletrônicos. Kakao Corp. recuou 5,8%, após o órgão antitruste acusar uma companhia de investimentos detida pelo fundador da Kakao de desrespeitar regulações.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 1,55%, em 19.368,59 pontos. Dados da China pesaram nesse mercado, com ações de tecnologia e consumo mais pressionadas. Baidu teve baixa de 4,1% e Alibaba Group, de 4%. Em Taiwan, o índice Taiex recuou 0,04%, a 14.734,13 pontos.
Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 caiu 0,64%, a 7.204,80 pontos, em Sydney. Na bolsa australiana, um dado melhor que o esperado de geração de empregos reforçou a expectativa de mais altas de juros pelo BC local em 2023. A economia australiana gerou 64 mil vagas em novembro, bem acima da previsão de 17 mil dos analistas.