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Tempo Real

Confira o fechamento das Bolsas de NY, dólar, juros dos EUA e bitcoin hoje

Divulgação de dado da inflação nos Estados Unidos esteve no radar dos investidores nesta sessão

Por Matheus Andrade, Patricia Lara e Pedro Lima

15/01/2025 | 18:37 Atualização: 15/01/2025 | 18:39

Bolsas de NY. (Foto: Adobe Stock)
Bolsas de NY. (Foto: Adobe Stock)

As bolsas de Nova York fecharam com forte alta nesta quarta-feira (15), impulsionadas pelos resultados acima das expectativas dos balanços do quarto trimestre de grandes bancos americanos, que levaram seus papéis a registrarem ganhos expressivos na sessão. Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, aquém das projeções para dezembro, reforçou as expectativas de que pode haver mais espaço de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), aumentando o otimismo em Wall Street. O bitcoin também operou em alta, enquanto os juros dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) e o dólar recuaram.

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O índice Nasdaq fechou em alta de 2,45%, a 19.511,23 pontos. O S&P 500 avançou 1,83%, a 5.949,91 pontos; enquanto o Dow Jones registrou alta de 1,65%, a 43.221,55 pontos. O Commerzbank avalia que o CPI dos EUA mostra um cenário de inflação melhor que em novembro e que o indicador dá munição para que o Fed corte juros à frente, mesmo que em ritmo mais lento.

A avaliação contribuiu para o bom humor na renda variável hoje Em destaque também, as ações do Wells Fargo subiram 6,69%, após o lucro do banco superar expectativas. Citi subiu 6,49%, também na esteira de ganhos acima do esperado. Outras grandes instituições financeiras, como JPMorgan (+1,97%) e Goldman Sachs (+6,02%), também registraram ganhos significativos após divulgarem resultados acima das expectativas. O setor de tecnologia surfou no alívio dos juros dos Treasuries: Meta saltou 3,85% e Nvidia ganhou 3,37%, ambas em recuperação após as perdas da véspera.

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As ações da Tesla também dispararam, com aumento de 8,04%. Os dados de inflação menores que o esperado podem levar o Fed a reduzir as taxas de juros e tornar os carros novos, geralmente financiados, mais acessíveis. Diante do expressivo avanço do petróleo hoje, os papéis de Chevron (+0,91%) e ExxonMobil (+1,63%) estiveram em destaque. Por outro lado, o movimento penalizou áreas, entre elas Delta (-1,19%) e da United Airlines (-2,53%).

Moedas Globais: dólar recua

O dólar cedeu ante a maioria dos principais pares, levando o índice DXY abaixo de 109 pontos na mínima da sessão, após a desaceleração do núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos trazer alívio sobre a apreensão quanto a um retorno das pressões de custos. Um dado fraco de atividade do Fed de Nova York e a descompressão das tensões geopolíticas com a aceitação de um acorde de cessar-fogo na Faixa de Gaza ajudaram a tirar fluxo para a moeda americana.

O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis principais moedas, fechou em queda de 0,17%, a 109,09 pontos. O dólar cedeu a 156,48 ienes. A libra esterlina subiu a US$ 1,2242, revertendo enfraquecimento visto pela manhã. O euro cedeu a US$ 1,0298. A desaceleração no núcleo do CPI, de 0,3% em novembro para 0,2% em dezembro, correspondeu à expectativa do mercado. Já o índice cheio subiu acima do esperado em base mensal, mas confirmou as projeções no comparativo anual.

Para analistas da Stifel, uma leitura um tanto benigna do núcleo da inflação ao consumidor, juntamente com o PPI de ontem, oferece um alívio bem-vindo para um Fed cada vez mais preocupado com uma aceleração nas pressões sobre os custos. Após os dados, dirigentes do Fed mantiveram um discurso otimista sobre a condução da inflação em direção à meta de 2%, incluindo Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, e John Williams, do Fed de NY. Responsável pela unidade de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que as tarifas por si mesmas não provocam inflação, mas a possibilidade de retaliação “olho por olho” é mais complicada.

A libra esterlina subia no fim da tarde, revertendo queda após a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido desacelerar inesperadamente e, segundo o Wall Street Journal, impulsionar chances de cortes de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). O Deutsche Bank, contudo, alertou que a trajetória de queda da inflação não é linear e deve sofrer com alguns pontos de aceleração. Já o iene seguia firme ante o dólar, após comentários do presidente do Banco do Japão (BoJ, em inglês), Kazuo Ueda, ampliarem expectativas por alta de juros no país em breve.

Treasuries recuam

Os juros dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) recuaram após a desaceleração do núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos trazer alívio sobre a apreensão quanto a um retorno das pressões de custos. Ainda que não tenha mudado a expectativa de uma pausa na redução dos juros pelo BC americano na reunião de janeiro, o relatório ajudou a ampliar a possibilidade de alívio de 25 pontos-base em junho. Um dado fraco de atividade e falas de dirigentes do Federal Reserve expondo confiança de que a inflação caminha para a meta reforçaram o ajuste em baixa dos rendimentos dos títulos soberanos americanos.

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No fim da tarde, perto do horário de fechamento da Bolsa de Nova York, o retorno da T-note de 2 anos tinha baixa 4,265%. O rendimento de 10 anos estava em baixa a 4,649%. O juro do título equivalente de 30 anos estava em 4,873%. A desaceleração no núcleo do CPI, de 0,3% em novembro para 0,2% em dezembro, correspondeu à expectativa do mercado. Já o índice cheio subiu acima do esperado em base mensal, mas confirmou as projeções no comparativo anual.

Para analistas da Stifel, uma leitura um tanto benigna do núcleo da inflação ao consumidor, juntamente com o PPI de ontem, oferece um alívio bem-vindo para um Fed cada vez mais preocupado com uma aceleração nas pressões sobre os custos. A falta de um impulso ascendente generalizado da inflação proporciona ao Fed mais flexibilidade para ajustes futuros, à medida que os dados continuem a evoluir no novo ano e sob um novo regime em Washington, observaram analistas do banco de investimentos.

Após os dados, dirigentes do Fed mantiveram um discurso otimista sobre a condução da inflação em direção à meta. Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, afirmou que segue bem confiante de que a inflação voltará à meta de 2%. John Williams, do Fed de NY, previu uma diminuição gradual da inflação rumo ao objetivo de 2% nos próximos anos. Responsável pela unidade de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que as tarifas por si mesmas não provocam inflação, mas a possibilidade de retaliação “olho por olho” é mais complicada.

Os Treasuries praticamente não reagiram à divulgação do Livro Bege, do Fed, que mostrou aumento no emprego e atividade econômica nos EUA, mas sinalizou temores dos efeitos de eventuais tarifas ao longo de 2025.

Bitcoin tem forte alta

O bitcoin operou em alta, ficando pouco abaixo dos US$ 100 mil, mas sem ímpeto suficiente para retomar a marca nesta sessão. O grande catalisador foi a divulgação dos dados do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano de dezembro. O alívio no indicador de inflação ofereceu perspectivas de que o Federal Reserve (Fed) possa ter uma postura mais branda ao longo de 2025, algo que vem influenciando o ativo.

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Segundo a Binance, o bitcoin avançava 3,41%, a US$ 99.792,00, por volta das 17h00 (de Brasília). Já o ethereum subia 6,92%, a US$ 3.438,82.

Embora a inflação global tenha subido e ficado acima das expectativas de 2,8%, a inflação subjacente, que exclui os preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares, diminuiu. Em resposta, os futuros de taxas de juros mostraram maiores chances de múltiplos cortes nas taxas este ano, o que é positivo para os investidores em criptomoedas.

A alta das criptomoedas foi um tanto prejudicada no último mês, à medida que os investidores se preocupavam com o risco de o Fed manter as taxas de juros mais altas por mais tempo. Os preços das criptomoedas normalmente sofrem quando as taxas de juros são elevadas porque os altos custos dos empréstimos tornam os investimentos mais arriscados, como as cripto, menos atraentes.

A “discrição” nos movimentos de preços “pode definir a maior parte do valor dos ativos digitais durante a próxima semana ou depois”, disse Geoffrey Kendrick, do Standard Chartered, em nota. As expectativas de notícias cripto positivas após a posse presidencial de Donald Trump em 20 de janeiro “parecem grandes”, diz ele. Neste cenário, se o Bitcoin cair abaixo de US$ 90.000, poderá chegar a US$ 80.000. Por sua vez, o Standard Chartered espera que o bitcoin atinja US$ 200.000 até o final de 2025 devido à postura pró-cripto de Trump.

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*Com informações Dow Jones Newswires.

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