Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,08%, a 9.964,40 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,32%, a 22.315,24 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,87%, a 7.701,95 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,74%, a 43.379,10 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,81%, a 16.824,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,28%, a 8.882,11 pontos. As cotações são preliminares.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que na noite de hoje devem ocorrer negociações entre americanos e iranianos para um acordo que pode colocar fim ao conflito entre os países. No entanto, Israel – aliado de Washington – afirmou que os ataques contra Teerã serão escalados e expandidos, afastando a possível paz.
Ainda na esteira da tensão, o Irã disse que o Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial) segue fechado e reiterou a proibição à passagem de embarcações ligadas a países aliados dos EUA e Israel.
Na avaliação do Swissquote Bank, a situação no Oriente Médio permanece inalterada e os riscos geopolíticos persistem. Diante do cenário, os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) Primoz Dolenc (Eslovênia) e Pierre Wunsch (Bélgica) mencionaram que o BC provavelmente terá que agir se a guerra no Irã não for concluída até junho.
Por outro lado, Christodoulos Patsalides (Chipre) defende que a instituição não deve se precipitar em aumentar os juros para responder à situação.
No mercado acionário, os papéis de empresas de semicondutores fecharam em forte queda por conta do ambiente de cautela generalizado. Os papéis da holandesa ASML Holding, da ASM International e da BE Semiconductor Industries caíram até 5%.
A AstraZeneca subiu cerca de 3% depois de anunciar que seu medicamento experimental para doenças pulmonares atingiu o objetivo principal em dois ensaios clínicos de fase final, enquanto a Pernod Ricard avançou 8,2%, após notícias de que a empresa está em negociações para uma fusão com a Brown-Forman, fabricante do Jack Daniel’s.
*Com informações da Dow Jones Newswires