Os analistas Otavio Tanganelli, Gustavo Schroden, Camila Koga e Gabriel Menezes acreditam que as duas empresas devem ser as principais beneficiárias das tendências de curto/médio prazo, o que deve se refletir já no terceiro trimestre deste ano.
“A redução nas taxas de juros tende a ser altamente correlacionada com o desempenho dos mercados, o que beneficia a B3 imediatamente, com melhores volumes. Por outro lado, embora a XP também deva ter uma melhora estrutural nas atividades dos mercados, suas receitas (e lucros) costumam demorar mais para melhorar, já que o apetite por risco dos investidores aumenta gradualmente”, escrevem.
De todos os modos, a perspectiva é que tanto XP como B3 despontarão no setor financeiro, já que o mercado costuma se beneficiar de expectativas econômicas mais favoráveis para além de mudanças imediatas. As adquirentes, por outro lado, reagem mais lentamente. “Os ganhos das adquirentes são mais dependente da reaceleração do volume total de pagamentos (TPV) e da materialização de cortes nas taxas de juros, de modo que devem ser vistos apenas mais adiante”. No caso das seguradoras, a visão do Bradesco BBI é que prováveis cortes nas taxas de juros surtam o efeito contrário, pesando nos resultados.
A recomendação para as ações da B3, listadas no Brasil, é outperform (equivalente à compra), com preço alvo de R$ 17 e potencial valorização de 16,5% em relação ao fechamento de ontem. Já para a XP, listada no Nasdaq, a recomendação é neutra, com preço alvo de US$ 17 e potencial desvalorização de 27,5% em relação ao último fechamento.