“A Hypera está muito bem posicionada para surfar os ventos favoráveis do setor. No entanto, apesar de uma liquidação no acumulado do ano (-27% em relação ao pico de 2023 e -23% no acumulado do ano), nossa recomendação neutra reflete, em última análise a fraca dinâmica dos lucros do curto prazo (guidance recentemente reduzido para o ano fiscal de 2023; potenciais novos cortes nas estimativas de consenso (lucro por ação estimado pelo BTG está 10% abaixo do mercado para 2024), já que o guidance para o ano fiscal de 2024 não deve oferecer muita alegria; e potencialmente mais ruído no curto prazo sobre incentivos fiscais”, dizem Alvez, Cesquim e Guanais.
Mesmo supondo a continuidade dos subsídios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas com o fim dos incentivos fiscais para juros sobre capital próprio (JCP), o modelo da casa orientado por Fluxo de Caixa Descontado (DCF) indica um preço-alvo de R$ 37,50/ação para o ano de 2024, oferecendo um baixo potencial de alta, de 9,3%.
Em relação ao setor farmacêutico, os analistas dizem que todos os olhos estão voltados para a Reforma Tributária e suas “potencialmente enormes implicações”. “Nosso caso base: fim do benefício fiscal do JCP a partir de 2025 e continuidade dos subsídios do ICMS (o fim desses subsídios reduziria em 25% o valor líquido do ativo justo da Hypera). Claramente, as ações serão fortemente influenciadas por todos os novos desenvolvimentos deste assunto”, afirma o BTG.