Por outro lado, a XP afirma que, entre as empresas de sua cobertura, a Prio (PRIO3) é a sua preferida e oferece uma margem de segurança significativa antes que a geração de caixa chegue perto do “breakeven” com uma queda no Brent.
O analista Regis Cardoso destaca que há um potencial aumento da oferta da Venezuela no médio prazo, o que se somaria à narrativa já predominante de excesso de oferta estrutural em 2026.
Conforme a Agência Internacional de Energia (AIE), o fornecimento total de petróleo neste ano deve atingir cerca de 109 milhões de barris por dia, o que implica um excesso de oferta de 3,84 milhões de barris por dia.
A Venezuela possui as maiores reservas privadas de petróleo do mundo, com cerca de 300 bilhões de barris, o que corresponde a aproximadamente 17% do total das reservas globais da commodity, embora a produção tenha diminuído de 3,3 milhões de barris por dia no início dos anos 2000 para cerca de 1,1 milhão de barris por dia atualmente, explica a XP.
Por volta das 15h (horário de Brasília), as ações da Brava (BRAV3) caíam 6,12%, a R$ 15,65. No mesmo horário, os papéis da Prio (PRIO3) recuavam 2,27%, a R$ 40,81.