As ações da C&A (CEAB3) fecharam em alta nesta terça-feira (6). Os papéis da varejista subiram 2,2% a R$ 10,69. Na última sessão, tombaram 15,71% e lideraram as perdas do Ibovespa, que fechou em valorização de 0,83% aos 161.869,76 pontos.
Publicidade
As ações da C&A (CEAB3) fecharam em alta nesta terça-feira (6). Os papéis da varejista subiram 2,2% a R$ 10,69. Na última sessão, tombaram 15,71% e lideraram as perdas do Ibovespa, que fechou em valorização de 0,83% aos 161.869,76 pontos.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Ao Broadcast, o sócio da Fatorial Investimentos, Fabio Lemos, explicou que o movimento negativo da véspera veio após a varejista sinalizar a analistas do mercado que o resultado do quarto trimestre de 2025 deve ser mais fraco que o esperado.
Em relatório, o BTG Pactual avalia que o segundo semestre de 2025 foi um período de transição para o varejo, marcado por uma desaceleração mais acentuada em alguns segmentos, à espera da queda de juros em 2026.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Segundo o banco, o cenário, no intervalo, foi caracterizado por uma combinação entre desaceleração da inflação com custos de financiamento ainda elevados, além do alto endividamento das famílias.
Em relação à C&A, o BTG estima que a receita líquida de vestuário na empresa deve crescer 1% na comparação anual, com vendas em mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) estáveis ano a ano.
Já as vendas líquidas consolidadas devem recuar 3% em relação ao ano anterior, e a margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidada deve cair 100 pontos-base na comparação anual.
O UBS BB, por sua vez, revisou as estimativas para a C&A, incorporando um tráfego mais fraco em shoppings em dezembro, especialmente no período de Natal. O banco estabeleceu um novo preço-alvo de R$ 20 por ação, contra os R$ 23 anteriores, mas reiterou recomendação de compra. Também reduziu as estimativas de lucro líquido para 2026 e 2027 em cerca de 10% para R$ 511 milhões e R$ 566 milhões, respectivamente.
Publicidade
Na visão do UBS, a fraqueza do quarto trimestre é cíclica, não estrutural, com o plano da empresa para 2026 permanecendo inalterado: abertura de 10 a 15 lojas, execução de 20 a 25 reformas, expansão da capacidade logística, avanço em precificação dinâmica e aproveitamento de melhores condições cambiais.
Em 2025, as ações da C&A foram um dos destaques positivos do Ibovespa, fechando o ano com uma valorização acumulada de mais de 70%. O último balanço divulgado pela companhia, relativo ao terceiro trimestre, também agradou analistas, com destaque para o fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês), que veio acima do esperado.
*Com informações do Broadcast
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador