“Embora o alto múltiplo dos papéis possa continuar a ter o suporte das perspectivas de aceleração no México, acreditamos que o custo de risco ainda alto pode surpreender negativamente a alguns investidores mais otimistas, o que reforça nossa recomendação neutra”, afirma o analista Rafael Frade, em relatório enviado a clientes. O preço-alvo, porém, subiu de US$ 9 para US$ 11,60, 4,1% acima do fechamento de ontem.
O Nubank tem afirmado que deve manter o alto crescimento da carteira ao longo deste ano, e que os índices de inadimplência podem subir como consequência dessa estratégia. Ao Broadcast, o diretor financeiro da fintech, Guilherme Lago, afirmou no final de fevereiro que o Nubank toma como base um cenário pessimista para o crédito no País.
Frade afirma, no relatório, que os números de inadimplência no sistema financeiro começaram a subir no final de 2021, o que fez os bancos restringirem as concessões ao longo de 2022 e em 2023. Ainda assim, a inadimplência só chegou ao seu pico na metade do ano passado.
Neste período, enquanto os grandes bancos pisavam no freio, o Nubank manteve o ritmo de concessão. O analista do Citi afirma que números como o da participação da carteira renegociada sobre a carteira total mostram sinais de piora. “Esperamos que essa deterioração continue nos próximos trimestres, limitando uma melhoria no custo de risco.”