“Esperamos que a Rumo continue apresentando bons resultados nos próximos trimestres, considerando que não há interrupções causadas por condições climáticas adversas. Com ventos favoráveis aos lucros de curto prazo, longe dos riscos hidrológicos e vendo uma demanda sólida por transporte no futuro, é possível que a ação continue tendo um desempenho melhor do que seus pares logísticos no Brasil.
No entanto, a desaceleração das expectativas para as colheitas de cereais do próximo ano pode se tornar uma sobrecarga para a ação, caso observemos uma deterioração crescente nas previsões das colheitas”, ponderam os analistas Filipe Nielsen, Stephen Trent, e Jay Singh, em relatório enviado a clientes.
Em relação aos riscos climáticos, o Citi avalia que a demanda por transporte no curto prazo parece promissora, já que os silos e fazendas no Brasil ainda têm muitos grãos esperando para serem exportados e, neste cenário, a Rumo parece bem posicionada. Contudo, as fortes chuvas podem constituir um risco para os volumes e para a integridade dos transportes por ferrovia, e a ocorrência de ondas de calor peculiares pode criar tempestades maiores e intensificar a atividade meteorológica.
“Além disso, os eventos climáticos relacionados com o El Niño estão começando a impactar as previsões de colheita do próximo ano, criando atrasos na sementeira da soja e impondo riscos para a produção de milho. Embora as perspectivas de curto prazo pareçam positivas, os investidores devem manter os olhos abertos para saber como os eventos climáticos poderão impactar os volumes da Rumo no futuro”, destaca o Citi.