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Cobre fecha em queda de olho em demanda chinesa e oferta peruana

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o cobre para maio encerrou em queda de 1,75%

Cobre fecha em queda de olho em demanda chinesa e oferta peruana
Foto: Pixabay
  • Para o TD Securities, há um impacto mais limitado na demanda de commodities, consistente com os esforços da China para aliviar o impacto nas cadeias de suprimentos, apesar de dados mistos ontem.

O cobre fechou em queda hoje, com o mercado acompanhando os riscos na demanda e oferta. A China – maior importadora do metal – enfrenta uma nova onda de covid-19 e lockdowns, sendo que o Produto Interno Bruto (PIB) do país foi revisado para baixo por vários agentes, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou projeção para o PIB global neste ano e em 2023. Enquanto isso, a principal mina do Peru, Las Bambas, continua interditada. O país é o segundo maior produtor mundial de cobre.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o cobre para maio encerrou a sessão em queda de 1,75%, a US$ 4,7180 libra-peso. Já na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 0,08%, a US$ 10.323,50 a tonelada, por volta das 15h22 (horário de Brasília).

Para o TD Securities, há um impacto mais limitado na demanda de commodities, consistente com os esforços da China para aliviar o impacto nas cadeias de suprimentos, apesar de dados mistos ontem. A produção industrial da China subiu 5,0%, o que representou um arrefecimento em comparação a alta de 7,5% apurada no primeiro bimestre de 2022. Por outro lado, o PIB do país avançou 4,8% no primeiro trimestre, superando as projeções de economistas de alta de 4,6%. No entanto, várias instituições privadas revisaram em baixa suas projeções para o PIB chinês em 2022. Bancos e consultorias em geral destacam os surtos da covid-19 e a abordagem do governo local de decretar lockdowns duros para conter o vírus, o que pesa na atividade.

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“Nosso indicador em tempo real da demanda por commodities está se fortalecendo mais uma vez, sinalizando que o impacto dos bloqueios chineses na demanda começa a diminuir”, analisa o TD Securities, em relatório enviado a clientes. Por outro lado, o banco destaca que os riscos à oferta estão aumentando, diante da situação no Peru. Moradores da comunidade Fuerabamba invadiram a propriedade privada da MMG, o que forçou a mina de cobre Las Bambas a suspender temporariamente suas operações. “O Peru é o segundo maior produtor de mineração de cobre do mundo, atrás do Chile. Em nossa opinião, quaisquer interrupções prolongadas de fornecimento serão difíceis de compensar, especialmente porque os estoques de cobre nos armazéns da LME estão baixos”, afirma o Commerzbank.

O TD Securities destaca que o zinco também está exibindo forte assimetria em relação a outras commodities, o que sugere a presença de atritos estruturais ajudando os preços em uma tendência de alta. Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do zinco subia 1,89% a US$ 4.513,00; a do alumínio caía 1,33%, a US$ 3.255,00; a do chumbo subia 0,06%, a US$ 2.449,50; a do níquel tinha alta de 1,69%, a US$ 33.705,00; a do estanho tinha queda de 0,23%, a US$ 43.300,00.

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