“O resultado da eleição nos EUA provavelmente terá um efeito binário no câmbio da América Latina, com todas as moedas se enfraquecendo se os republicanos assumirem a Casa Branca e se fortalecendo se os democratas ganharem a presidência”, projeta o JPMorgan.
O principal canal de impacto no câmbio da América Latina são as tarifas comerciais, que o ex-presidente Donald Trump promete reforçar caso seja eleito. Nesse sentido, o peso mexicano seria a moeda mais afetada devido às relações mais próximas com os Estados Unidos.
De acordo com o banco americano, os investidores têm preferido manter uma postura neutra em relação às moedas latinas com os mercados precificando maiores chances de vitória do republicano.
Apesar disso, o JPMorgan diz que a fraqueza das divisas da América Latina após as eleições, em eventual vitória de Trump, pode ser temporária, considerando o que ocorreu nas eleições de 2016. A maioria das moedas se recuperou totalmente três meses após a eleição naquela época, lembra.
“A fraqueza inicial do câmbio deve desaparecer gradualmente, pois é improvável que as políticas mais radicais que Trump propôs sobre comércio e migração sejam implementadas com força total”, avalia o JPMorgan.
As moedas do Brasil, Chile e Peru podem sofrer também um impacto indireto, devido aos laços fortes com a China. “O Brasil fica em segundo lugar quando se pensa em vencedores e perdedores”, alerta o gigante de Wall Street.
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