Mas a alta de commodities como petróleo e do minério de ferro na sessão, que favorece ingressos de fluxo comercial no mercado à vista, deram suporte ao real e ajudaram o câmbio a driblar a ameaça do tarifaço de Trump, que ainda não foi oficialmente anunciado.
“O real teve uma sessão de valorização, impulsionado pela alta nos preços do petróleo e do minério de ferro e do bom desempenho do Ibovespa hoje. Globalmente, o sentimento do mercado é de cautela”, destaca Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad. “Agentes de mercado seguem buscando precificar a extensão na qual as tarifas são mais uma estratégia do governo americano para conduzir a política comercial com seus parceiros, se funcionarão como moeda de troca nas negociações que o presidente utilizará para obter concessões ou se tendem a ser aplicadas em sua totalidade, o que parece menos provável a essa altura.”
Por aqui, as projeções do boletim Focus trouxeram novas altas na expectativa de inflação. A mediana do mercado para o IPCA em 2025 subiu de 5,51% para 5,58%; é a 17ª semana consecutiva de alta. A projeção para o dólar ao final de 2025 e 2026 permaneceu em R$ 6.