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FGC já pagou R$ 1,65 bi a credores de BRK e Portocred, mas 28% deles nem foram atrás

Dinheiro pode ser solicitado pelo aplicativo da associação

FGC já pagou R$ 1,65 bi a credores de BRK e Portocred, mas 28% deles nem foram atrás
FDIC e FGC são instituições que buscam aumentar a segurança dos sistemas financeiros e garantir os depósitos de correntistas. (Foto: Envato Elements)

Uma parte dos credores da BRK Financeira e da Portocred Financeira, instituições liquidadas extrajudicialmente pelo Banco Central em fevereiro deste ano, ainda não solicitaram garantia ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Segundo a associação, cerca de 16,5 mil credores das instituições (28,5% do total) não foram atrás do pagamento até a manhã desta segunda-feira (10). O processo começou a ser liberado a partir de março.

Para solicitar a garantia, o investidor deve enviar uma cópia do RG ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no aplicativo do FGC, além de tirar uma selfie para comprovar sua identidade. Com a validação por biometria feita, chega a hora de informar os dados bancários para receber o dinheiro e assinar o Termo de Sub-rogação.

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O depósito será feito na conta informada e de titularidade do credor, por meio de uma Transferência Eletrônica Disponível (TED), em até 48 horas após a assinatura do documento.

Até o momento, o FGC já pagou mais de R$ 1,65 bilhão a cerca de 36 mil credores das duas instituições. A estimativa é de que o valor chegue a R$ 2,2 bilhões no final do processo.

Atualmente, o patrimônio do Fundo corresponde a aproximadamente R$ 108 bilhões, com uma liquidez de R$ 86 bilhões, de acordo com a prévia do fechamento das demonstrações financeiras de 2022.

O FGC, criado em 1995, representa uma proteção aos investidores de renda fixa, assegurando o pagamento de um limite de até R$ 250 mil para cada CPF ou CNPJ por instituição financeira associada. Ao longo de seus 27 anos, já pagou R$ 10 bilhões (sem considerar correção monetária) em garantias a credores de 38 instituições financeiras liquidadas, número que chegará a 40, após os casos da BRK e da Portocred.