O rali do petróleo aumenta a aversão a risco global por temores de inflação, mas Jefferson Rugik, diretor da Correparti, avalia que a alta da commodity favorece países exportadores, como o Brasil, assim como a valorização de 2,28% do minério de ferro na China e o forte carry trade do País, que ajudam a amenizar a força do dólar ante o real. Há ainda um fluxo comercial positivo e leve redução de posições cambiais no mercado futuro para auferir ganhos.
A escolha de Mojtaba Khamenei para suceder ao pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã ampliou as preocupações geopolíticas – ele é visto como representante da ala mais rígida do regime. Por volta das 8h15, os contratos futuros do WTI para abril sobem 11,54%, para US$ 102,49 por barril, enquanto o Brent avançava 11,28%, para US$ 104,62. Relatos de que ministros das Finanças do G7 discutem uma reunião emergencial para avaliar a liberação de reservas estratégicas ajudaram a moderar a alta, embora os preços ainda registrem forte avanço.
Em meio à escalada da crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em redes sociais que a disparada do petróleo no curto prazo é um preço “muito pequeno” a pagar tanto para seu país quanto para o mundo em nome da segurança e da paz. “Só tolos pensariam diferente”, escreveu Trump, acrescentando que os preços devem cair rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada.
No Brasil, o foco fica no relatório Focus. Para o câmbio, a mediana das projeções para o dólar ao fim de 2026 recuou de R$ 5,42 para R$ 5,41, ante R$ 5,50 há um mês, enquanto a estimativa para 2027 permaneceu em R$ 5,50 pela quinta semana seguida. A moeda americana encerrou 2025 a R$ 5,4840, acumulando queda de 11,18% frente ao real, movimento associado ao enfraquecimento global do dólar e à atratividade do carry trade (mecanismo utilizado para tentar obter lucros com base na diferença entre a taxa de juros de dois países) diante da Selic em nível elevado.
Com informações do Broadcast*