O dólar chegou a exibir mais força logo cedo frente a outras moedas principais, como o euro, mas perdeu fôlego e oscilou perto da estabilidade, depois de uma leitura do setor de serviços nos Estados Unidos frustrar a expectativa. Além disso, dados e declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, estiveram em foco na Europa.
Leia também
No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 139,56 ienes, o euro tinha alta a US$ 1,0716 e a libra recuava a US$ 1,2435. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou baixa de 0,01%, a 104,403 pontos.
O dólar mostrava mais fôlego nas primeiras horas do dia, ainda na esteira do relatório mensal de empregos com geração de vagas acima do esperado para maio nos EUA, publicado na sexta-feira. Hoje, porém, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços do país medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM) recuou de 51,9 em abril a 50,3 em maio, ante previsão de 52,0 dos analistas ouvidos pela FactSet.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Após o dado do ISM, o dólar perdeu força. Na avaliação do ING, o dado não é “tão sombrio”, mas aumenta preocupações com as perspectivas econômicas. Já o Citi apontou que o setor ainda cresce, por estar acima de 50 nessa pesquisa, mas com ritmo mais fraco. A Oxford Economics, por sua vez, reafirmou projeção de uma recessão nos EUA no terceiro trimestre, mas não descarta que ela venha apenas no quarto trimestre, caso o mercado de trabalho mantenha força.
Na Europa, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse não ver até agora evidência clara de que o núcleo da inflação tenha atingido seu pico na zona do euro. Já Joachim Nagel, dirigente do BCE, defendeu que ainda ocorram várias altas nos juros, para conter a inflação na zona do euro. Entre os indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da região cresceu 1,0% em abril, na comparação anual, menos que a expectativa de alta de 1,7% dos analistas. O PMI composto da zona do euro recuou a 52,8 em maio, abaixo da prévia de 53,3, que era também a previsão dos analistas.
Ainda na Europa, o PMI de serviços do Reino Unido caiu a 55,2 em maio, mas superou a prévia, de 55,1, também a expectativa dos analistas. Nesse quadro, a libra caiu.