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Dólar recua após dados dos EUA, com efeitos na política monetária em foco

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) mostrou desaceleração

Dólar recua após dados dos EUA, com efeitos na política monetária em foco
Moedas Globais. Foto: Envato Elements

O dólar caiu ante outras moedas principais em geral, com perda de fôlego em meio a indicadores dos Estados Unidos. O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) mostrou desaceleração, com o núcleo do dado de inflação um pouco abaixo do previsto por analistas, enquanto as expectativas de inflação nos EUA também caíram, na pesquisa da Universidade de Michigan. O euro, por sua vez, reduziu perdas mais cedo com o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, e foi apoiado pelo enfraquecimento do dólar mais adiante.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 144,27 ienes, o euro avançava a US$ 1,0912 e a libra tinha alta a US$ 1,2698. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou queda de 0,42%, a 102,912 pontos. No mês, o DXY caiu 1,36% e no primeiro semestre teve baixa e 0,59%.

Na agenda de indicadores, o CPI da zona do euro desacelerou a uma alta anual de 5,5% em junho, mas o núcleo ganhou força, com alta de 5,4%, depois de avanço de 5,3% visto em maio. De qualquer modo, o Commerzbank considerou que o CPI desacelera e com isso o Banco Central Europeu (BCE) pode realizar em julho sua última alta do ciclo atual de aperto monetário. Já a Capital Economics vê o núcleo ainda forte e disse que há “boa chance” de alta nos juros não apenas em julho, mas também em setembro.

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Nos EUA, o PCE subiu 0,1% em maio ante abril, em linha com o esperado com alta de 0,3% do núcleo na mesma comparação. Analistas ouvidos pela FactSet previam alta de 0,4% no núcleo. Após o dado, o dólar enfraqueceu. O movimento no câmbio se estendeu, depois de as expectativas de inflação nos EUA recuarem, para 1 e 5 anos, na pesquisa da Universidade de Michigan.

O dólar ainda avançava a 256,8231 pesos argentinos. No noticiário local, o Banco Central da República Argentina (BCRA) permitiu a abertura de contas em yuan no país, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que a Argentina segue em dia com suas pendências com o organismo e que as duas partes continuam a dialogar para revisar o pacote de ajuda hoje em vigor. A Capital Economics comenta que, apesar de reação inicial positiva à candidatura de Sergio Massa, ministro da Economia, como candidato da situação, o quadro no país segue delicado, com risco de que a dívida pública fique insustentável.

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