Ainda assim, as bolsas internacionais e local mostram certo apetite por ativos de risco. “A percepção de que a imposição das tarifas de Trump pode ser gradual e a falta de sinais de que o Brasil esteja na mira neste momento, abrem espaço para novo alívio nos prêmios de risco – além do próprio arrefecimento observado nos Treasuries”, destaca a Ágora Investimentos.
Pela manhã, o dólar à vista chegou aos R$ 6,051, mas inverteu o sinal no início da tarde. Segundo operadores ouvidos pelo Broadcast, o real parece se beneficiar de fluxo de recursos externos e ajuste de posições, descolando-se das perdas de outras divisas latino-americanas.
Na segunda (20), o dólar já tinha registrado queda ante o real, depois que o Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, os chamados “leilões de linha”, no valor total de US$ 2 bilhões. A intervenção ajudou a segurar a cotação em um dia em que todas as atenções de investidores globais de voltaram à posse presidencial nos Estados Unidos.