Os dias negativos aconteceram na esteira das primeiras medidas efetivas de Trump. Depois de uma “trégua” de 30 dias, começaram a valer as tarifas impostas ao México, Canadá e a China. A importação de produtos mexicanos e canadenses será taxada nos prometidos 25% pelos EUA a partir de agora, enquanto, no caso da China, a alíquota foi elevada para 20% – o dobro do anunciado em fevereiro. Como resposta, os três países anunciaram uma retaliação.
Nesta sessão, no entanto, o mercado brasileiro reabre já em um dia de alívio global. Lá fora, há desvalorização do dólar depois da divulgação de dados de empregos no setor privado dos EUA abaixo das previsões. Investidores tentam precificar também a sinalização do secretário de comércio dos EUA, Howard Lutnick, de que o presidente Donald Trump poderá anunciar ainda hoje “algum alívio” nas tarifas para o Canadá e o México em meio a preocupações com os riscos de impacto da guerra tarifária na inflação e crescimento dos EUA.
“A pauta principal segue sendo os desdobramentos da guerra comercial de Donald Trump com o Canadá, México e China. O que pegou o mercado de surpresa e ajudou a derrubar o dólar foi a declaração do secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick”, destaca Lucas Tavares, especialista em câmbio na WIT Exchange.
Os atuais R$ 5,75 são a menor cotação em uma semana. O dólar à vista havia encerrado a sexta-feira (28) a R$ 5,91, o maior valor desde o fim de janeiro. Veja o que esperar do câmbio em março.