Ao final dos negócios, o dólar à vista ficou em R$ 5,0990%, em queda de 1,31%. Em queda desde a abertura, a mínima do dia foi registrada após o meio-dia, aos R$ 5,0715 (-1,84%). No mercado futuro, o dólar para liquidação em setembro era negociado às 17h21 por R$ 5,1170 (-1,06%).
“A tônica do mercado continuou a mesma dos últimos dias, com ingressos de recursos para a bolsa, que ganhou maior impulso desde a sinalização do Banco Central de que vai parar de elevar os juros”, disse Joaquim Sampaio, sócio e gestor de juros e moedas da RPS Capital. A diferença, explica, foi a redução dos temores que se instalaram nos últimos dias acerca da política monetária americana, diante de sinais de que o Fed poderia ser mais duro em sua próxima reunião, em setembro.
O índice de gerentes de compras (PMI) composto dos Estados Unidos recuou de 47,7 em julho a 45,0 na preliminar de agosto, na mínima em 27 meses, segundo relatório a S&P Global. Com isso, o dado entrou mais firmemente em território de contração, abaixo de 50 nessa pesquisa. O PMI de serviços recuou de 47,3 em julho a 44,1 na leitura preliminar do mês. Depois dos dados, cresceram nos EUA as estimativas de uma elevação de 0,50 ponto porcentual nos juros americanos, que passaram a superar as apostas em 0,75 ponto.
Na avaliação de Marcos Trabbold, gerente de operações da B&T Corretora, o dólar hoje continua a mostrar um certo descolamento do mercado internacional, mas é difícil neste momento apontar até que ponto esse comportamento pode perdurar. “A moeda mostra um reflexo maior do cenário doméstico, com a combinação entre deflação, juros elevados e atratividade do mercado de ações. Somente esses dois primeiros fatores combinados já justificariam esse comportamento”, afirma.