“O real continua sendo beneficiado pelo elevado diferencial de juros do Brasil, ainda muito atrativo mesmo com a perspectiva de início de cortes em março, o que tem estimulado a entrada de fluxo estrangeiro para a Bolsa e renda fixa, reforçando a apreciação da moeda brasileira”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Nos Estados Unidos, o índice de sentimento do consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan, passou de 56,4 em janeiro a 57,3 na leitura preliminar de fevereiro, informou a própria instituição nesta sexta-feira. Analistas ouvidos pela FactSet previam 54,3.
As expectativas para a inflação em 12 meses recuaram de 4,0% em janeiro a 3,5% em fevereiro. Já para o intervalo de cinco anos, as expectativas de inflação passaram de 3,3% em janeiro a 3,4% em fevereiro.
Nesta sexta-feira, em discurso na Brookings Institution, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson, afirmou estar “cautelosamente otimista em relação às perspectivas econômicas” dos Estados Unidos, ao avaliar que a atividade segue resiliente e que há sinais de acomodação gradual dos desequilíbrios macroeconômicos.
Balanço do Bradesco concentra atenção no Brasil
O mercado repercutiu o balanço do Bradesco (BBDC3;BBDC4), que fechou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, alta de 20,6% na comparação anual. Na avaliação da XP Investimentos, o resultado veio acima das expectativas e reforça a leitura de que a empresa avança em um processo de recuperação estrutural.
Ainda na agenda doméstica, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou nesta sexta-feira a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 de 2,2% para 2,3%. A estimativa para o PIB de 2026 foi reduzida de elevação de 2,4% para 2,3%.
A SPE também aumentou marginalmente a sua projeção para a inflação de 2026, de 3,5% para “cerca de” 3,6% – acima do centro da meta, de 3%. O alívio frente a 2025, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 4,26%, deve possibilitar uma redução na taxa Selic, segundo o órgão na publicação “Balanço Macrofiscal 2025 e perspectivas para 2026”.
*Com informações do Broadcast