Uma vez mais, o giro no mercado futuro de dólar foi elevado, o que pode sugerir tanto um rearranjo de posições quanto aumento de movimentos especulativos. Não por acaso, a trajetória da taxa de câmbio ao longo do pregão foi sujeita a solavancos. Com trocas de sinais, o dólar chegou a operar acima do patamar de R$ 5, registrando máxima a R$ 5,0402 pela manhã. Na mínima, ao longo da tarde, a divisa desceu até 4,9284 (-1,24%). No fim do dia, o dólar à vista era negociado a R$ 4,9671, em baixa de 0,47%.
Para a economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest, a queda do dólar hoje pode ter sido um fenômeno pontual, em um ambiente marcado por volatilidade exacerbada. “A expectativa de que o Fed vai aumentar mais os juros e os ruídos políticos internos devem continuar a pressionar a nossa taxa de câmbio”, diz Quartaroli, em referência aos atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF).