Publicidade
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
O dólar à vista fechou a sessão desta segunda-feira (5) com queda de 0,37%, a R$ 5,4055. O desempenho refletiu o alívio dos mercados com a divulgação do índice de atividade industrial (PMI, na sigla em inglês) dos EUA. Segundo o Instituto para Gestão da Oferta, o PMI caiu para 47,9 em dezembro, ante 48,2 em novembro. O resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do índice a 48,7, e ajudaram o câmbio a inverter o sinal ao longo do dia.
Pela manhã, as incertezas sobre os desdobramentos da tensão geopolítica gerada pela prisão do ditador Nicolás Maduro durante operação militar dos Estados Unidos prevaleceram. Por volta das 10h (de Brasília), a moeda americana chegou a subir 0,46% durante o pregão. O mercado acompanhou o processo do venezuelano no tribunal de Nova York onde respondeu pelas acusações de nacorretorismo. Na audiência de custódia, Maduro disse que era inocente e afirmou que foi sequestrado pelos EUA.
O presidente da Venezuela foi preso no último sábado (3), após bombardeios realizados pelos EUA em Caracas, que também resultaram na captura da sua esposa, Cilia Flores. O presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos irão governar a Venezuela temporariamente até que ocorra uma “transição segura”. Segundo ele, autoridades americanas e militares assumirão a administração do país, sem prazo definido, e os EUA não descartam o uso de tropas em solo. Ele descartou a participação da opositora María Corina Machado em um novo governo.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Trump disse ainda que a ação marca o retorno da Doutrina Monroe, rebatizada por ele de “Doutrina Don-Roe”, e destacou o petróleo como eixo central da estratégia: empresas americanas investiriam bilhões para “consertar” a infraestrutura petrolífera venezuelana e explorar as reservas, com presença militar para garantir o controle.
“Nunca se sabe qual vai ser o desenrolar. Há essa incerteza de ações do presidente e do governo norte-americano”, afirmou Guilherme Marques, diretor global de derivativos listados e câmbio na Hedgepoint Global Markets, ao Broadcast.
Na agenda econômica local, a atenção se concentrou ao primeiro boletim Focus de 2026. A mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 4,01% para 4,02% e a para o IPCA de 2026 passou de 4,05% para 4,06%, aquém do teto da meta de 4,50%. Ainda foi informado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que encerrou dezembro com alta de 0,28% e de 4% em 2025.
Publicidade
Com informações do Broadcast
Publicidade
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador