Segundo analistas do Australia and New Zealand Banking Group Limited (ANZ), a Arábia Saudita tem contornado o Estreito de Ormuz, que está na prática fechado, usando seu oleoduto leste-oeste para levar até 6 milhões de barris por dia de petróleo aos mercados internacionais via Mar Vermelho. “[O oleoduto] poderá ser um alvo potencial para os houthis”, afirmam eles em nota.
Enquanto isso, o The Wall Street Journal noticiou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está avaliando uma operação militar para retirar quase 1 mil libras de urânio do Irã.
Às 9h (de Brasília), o barril do petróleo WTI para maio subia 1,44% na Nymex, a US$ 101,10, enquanto o do Brent para junho avançava 2,24% na ICE, a US$ 107,68.
Futuros de Nova York recuperam perdas
Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta modesta, sugerindo que Wall Street poderá ensaiar recuperação das perdas que acumulou na semana passada. Dirigentes do banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), incluindo seu presidente, Jerome Powell, participam de eventos hoje.
Às 9h (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,60%, o S&P 500 avançava 0,62% e o Nasdaq tinha ganho de 0,59%.
Treasuries recuam frente à guerra
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, os Treasuries, operam em baixa nesta manhã de segunda-feira, assim como os de títulos de governos europeus, à medida que o foco se concentra cada vez mais no impacto da guerra no Oriente Médio sobre o crescimento.
“No geral, com o sentimento de risco provavelmente permanecendo frágil antes do ultimato do próximo fim de semana e com os EUA aparentemente preparando tropas terrestres, ainda vemos um argumento mais forte para reduzir o risco nas recuperações, seja em termos de duração ou de exposição a spreads”, diz Rainer Guntermann, do Commerzbank, em nota.
Às 9h (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 3,871%, o da T-note de 10 anos recuava a 4,377% e o do T-bond de 30 anos diminuía a 4,925%.
Dólar perde força em relação a moeda japonesa
O dólar hoje avança em relação ao euro e à libra, em meio às incertezas da guerra no Oriente Médio, que completou um mês sem sinal significativo de trégua e continua impulsionando os preços do petróleo.
Por outro lado, a moeda norte-americana cai significativamente no mercado internacional em relação ao iene, após o principal diplomata cambial do Japão, Atsushi Mimura, afirmar nesta segunda-feira que as autoridades talvez precisem adotar medidas decisivas para conter a fraqueza da divisa japonesa. O presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, também se comprometeu a monitorar os movimentos do iene.
Às 9h (de Brasília), o euro caía a US$ 1,148, a libra recuava a US$ 1,323, e o dólar se enfraquecia a 159,51 ienes. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda norte-americana em relação a outras seis divisas relevantes – tinha alta de 0,17%, a 100,32 pontos.