Os índices de Wall Street fecharam em alta nesta quarta-feira (10), após a última decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) do ano.
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Os índices de Wall Street fecharam em alta nesta quarta-feira (10), após a última decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) do ano.
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O Fed cortou os juros em 25 pontos-base, para a faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme esperado. Esta foi a terceira vez que o banco central americano reduziu as taxas em 2025, após flexibilizar a política monetária em setembro e outubro.
No fechamento, o Dow Jones subiu 1,05%, o S&P 500 avançou 0,67% e o Nasdaq valorizou 0,33%. Entre os destaques, a Cracker Barrel (CBRL) avançou 3,52% após divulgar receita abaixo do esperado, apesar de lucro ajustado acima das projeções, enquanto a GameStop (GME) tombou 4,28% na esteira de seu balanço.
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Em paralelo, a Palantir (PLTR) avançou 3,34% após fechar um contrato de US$ 448 milhões com a Marinha dos EUA para gerenciar a cadeia de suprimentos de submarinos nucleares. Já a Nvidia (NVDA) terminou em queda em meio a novas informações sobre a exportação de seus chips para a China. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, cedeu 0,43%, a 98,786 pontos.
Nesta manhã, a prata renovou recorde com apostas em corte de juros nos EUA e oferta apertada. Os preços dispararam diante da expectativa de alívio monetário e temor de escassez global do metal.
A medida não foi unânime. O diretor Stephen Miran votou para reduzir as taxas em 50 pontos base. Já Austan D. Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, e Jeffrey R. Schmid, presidente do Fed de Kansas, votaram para manter os juros estáveis.
“É possível que ocorra uma pausa nos cortes na próxima reunião, já que nesta não houve consenso entre todos e dois diretores votaram pela manutenção da taxa básica de juros”, afirma Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos, acrescentando que o impacto foi “modesto” nos mercados, pois a decisão foi em linha com o esperado.
Para Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, as divergências entre os dirigentes mostra uma maior dificuldade do comitê na tomada de decisões em meio ao balanço de riscos que continua delicado, com inflação longe da meta e atividade desacelerando. “As projeções de manutenção para a próxima reunião cresceram na ferramenta de monitoramento de probabilidades FedWatch”, acrescenta.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja entrevistas finais com candidatos à presidência do Fed nos próximos dias. O presidente disse que está avaliando “algumas pessoas diferentes” para comandar o banco central.
Kevin Hassett, o favorito para assumir o Fed, diz que não cederia à pressão para cortar juros e afirmou que há “amplo espaço” para cortes nos próximos meses, alinhando-se aos apelos de Trump por custos menores de crédito.
*Com informações de Sergio Caldas, da Broadcast
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