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Quais setores serão mais afetados com a eventual volta de Trump? BofA avalia

O banco ressalta que, por outro lado, os grandes bancos podem se beneficiar de uma regulamentação menos dura

Por Aline Bronzati, correspondente

17/07/2024 | 20:10 Atualização: 17/07/2024 | 20:10

Estados Unidos (Foto: Envato Elements)
Estados Unidos (Foto: Envato Elements)

O Bank of America (BofA) vê os setores de saúde e as big techs como os setores que poderiam ser mais afetados em uma eventual gestão do ex-presidente Donald Trump ou o próprio contexto de eleições presidenciais nos Estados Unidos. Por sua vez, o sistema financeiro, em especial, os grandes bancos podem se beneficiar de uma regulamentação menos dura.

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“Quando pensamos em mudanças nos gastos fiscais, poderíamos ver um tratamento diferente dos benefícios fiscais sob uma presidência republicana versus uma democrata”, disse a diretora de ações para os EUA do Bank of America, Savita Subramanian, em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira.

De acordo com ela, é “óbvio” esperar menos benefícios para as energias renováveis e as iniciativas verdes versus o setor de petróleo sob uma vitória de Trump. No âmbito dos cuidados de saúde, afirmou, há riscos de algumas mudanças em termos de incentivo fiscal dos dois lados, tanto republicano quanto democrata.

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“O setor de assistência à saúde está potencialmente em risco diante de qualquer um dos cenários eleitorais, dado que a regulamentação dos preços dos medicamentos provavelmente será uma espécie de ponto de campanha”, avaliou Subramanian. “Essa retórica pode pressionar o setor de produtos farmacêuticos em geral”.

E, em termos de despesas fiscais, a saúde é um dos setores que tem a segunda maior exposição a contratos governamentais, lembrou. A primeira é a defesa, mas o banco descarta cortes nesta frente, independentemente de quem vença nas urnas, por conta dos riscos geopolíticos atuais.

Do ponto de vista regulatório, os dois segmentos mais suscetíveis a impactos, a depender do resultado nas urnas, são o de grandes empresas de tecnologia, as big techs, e o sistema financeiro, mencionou a diretora do BofA.

“Para a tecnologia, acho que provavelmente veremos riscos regulatórios mais ao lado do proteção do consumidor, a partir da privacidade de dados e da cibersegurança”, explicou Subramanian.

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Quanto ao setor financeiro, há riscos regulamentares, mas potencialmente menores para os bancos de grande porte e maiores para instituições regionais e outros agentes do sistema.

Fiscal e monetária

Para o economista-chefe do Bank of America para os EUA, Michael Gapen, as eleições tendem a parecer “realmente importantes” no momento, mas menos relevantes para os resultados econômicos e mercado. “Os fundamentos tendem a dominar”, explicou.

Gapen disse ainda que é “muito cedo” para avaliar possíveis medidas comerciais a serem adotadas nos EUA, a depender do resultado das eleições presidenciais, em novembro próximo. “A incerteza em torno da política comercial continua elevada e a incerteza tende a criar volatilidade”, disse. Algo em comum tanto com Biden quanto com Trump é um “realinhamento econômico”, acrescentou.

O economista se mostrou cético a possíveis mudanças fiscais e tributárias. A razão é a necessidade de ter a maioria no Congresso americano para conseguir aprová-las.

Sobre mudanças na política monetária dos EUA, Gapen disse que vê o Fed começando um ciclo de corte gradual no fim deste ano. Mas, novamente, o tema deve gerar incertezas no mercado e, consequentemente, volatilidade.

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“Definitivamente vemos potencial para maior volatilidade nos próximos meses”, reforçou Subramanian.

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