O movimento reflete, em parte, o tom mais conservador do Banco Central em relação à política monetária.
Esse posicionamento tem redirecionado o fluxo dos investidores para papéis considerados mais defensivos, em detrimento de ativos de maior risco
“O fluxo atual privilegia os papéis defensivos em detrimento de histórias mais arriscadas, pois, não é um bom momento para essas empresas com juros a 15% ao ano”, afirmou Fábio Lemos, da Fatorial Investimentos.
Nesse contexto, a Eletrobras aparece como um destaque natural. A companhia é vista pelo mercado como uma alternativa sólida, com fundamentos consistentes e capacidade de gerar retornos estáveis mesmo em cenários de juros elevados.
A previsibilidade regulatória, combinada à robustez de caixa, reforça essa percepção.
Além disso, a política de dividendos tem contribuído para ampliar o interesse dos investidores.
Lemos lembra que a estatal privatizada anunciou recentemente a distribuição de R$ 4 bilhões em proventos, o que reforça a atratividade da ação. “Ela anunciou a distribuição de R$ 4 bilhões em dividendos recentemente, além de ter maior previsibilidade regulatório e fluxo de caixa”, destacou o analista.
A valorização de ELET3 nesta sessão não apenas reflete o humor positivo do mercado, mas também confirma a tese de que, em momentos de cautela, companhias com perfil defensivo, histórico sólido e geração de valor ao acionista tendem a se sobressair frente às demais.