

Depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na quarta-feira (2) um pacote de tarifas para diferentes países do mundo, as Bolsas de Nova York derreteram na sessão. Nasdaq caiu 5,97%, sua maior perda diária desde o dia 16 de março de 2020, quando havia tombado 12,32% em plena pandemia do coronavírus. Já S&P 500 e Dow Jones registraram quedas de 4,84% e 3,98, respectivamente.
Ao todo, as empresas listadas nas Bolsas americanas perderam US$ 2,91 trilhões em valor de mercado em uma única sessão, de acordo com levantamento de Einar Rivero, CEO e sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria. Desde o início do mandato de Trump, em 20 de janeiro, a desvalorização é ainda mais significativa, de US$ 7,3 trilhões.
Considerando apenas as “Sete Magníficas”, grupo das maiores empresas do setor de tecnologia dos EUA, as quedas também são significativas. Juntas, Apple (AAPL), Microsoft (MSFT), Amazon (AMZN), Nvidia (NVDA), Alphabet (GOOGL), Meta (META) e Tesla (TSLA) perderam US$ 1,032 trilhão em valor de mercado nesta quarta-feira.
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No pregão, as ações da Apple, empresa que produz grande parte de seus iPhones na China, lideraram as perdas entre as gigantes de tecnologia. Os papéis da companhia tombaram 9,32%, enquanto a Amazon (AMZN) recuou 8,98% e a Tesla (TSLA) cedeu 5,47%. Já Nvidia (NVDA), Meta (META), Alphabet (GOOGL) e Microsoft (MSFT) sofreram baixas de 7,77%, 8,96%, 4,02% e 2,36%, respectivamente.
Desde 20 de janeiro, as “Sete Magníficas” já perderam US$ 3,4 trilhões em valor de mercado. O destaque negativo ficou com a Nvidia, cujas ações sofreram a maior queda absoluta no período, reduzindo seu valor de mercado em US$ 889 bilhões.
Como vão funcionar as tarifas de Trump?
A Casa Branca anunciou que a tarifa geral mínima entrará em vigor em 5 de abril, enquanto as tarifas individualizadas começarão a valer em 9 de abril. O Brasil, assim como Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Chile, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Panamá, Paraguai, Reino Unido, Turquia, Ucrânia e Uruguai, será submetido a uma taxa mínima de 10%.
Outros países, no entanto, enfrentarão tarifas mais elevadas. A China será sujeita a uma tarifa recíproca de 34%, além dos 20% previamente anunciados. Produtos da União Europeia serão taxados em 20%, enquanto Japão, Coreia do Sul e Índia enfrentarão sobretaxas de 24%, 25% e 26%, respectivamente. As importações da Suíça terão uma alíquota de 31%, enquanto os produtos da Venezuela serão tarifados em 15%.