A Equatorial Energia (EQTL3) registrou prejuízo líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, que se compara ao lucro líquido de R$ 1,503 bilhão anotado em igual etapa de 2024.
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A Equatorial Energia (EQTL3) registrou prejuízo líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, que se compara ao lucro líquido de R$ 1,503 bilhão anotado em igual etapa de 2024.
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O desempenho reflete, em grande medida, a contabilização de provisão para ajuste da recuperação de ativos (impairment), de R$ 3,547 bilhões no total, dos quais R$ 3,239 bilhões referentes à Echoenergia e R$ 309 milhões na CSA. Esse impacto foi parcialmente compensado pelo efeito de ganho de capital após a venda dos ativos de transmissão, no valor de R$ 2,2 bilhões.
O lucro líquido ajustado da Equatorial no 4T25 por sua vez ficou em R$ 802 milhões, queda de 20,7% ante o R$ 1,011 bilhão anotado um ano antes. Retirando o resultado da transmissão no quarto trimestre do exercício anterior, o lucro líquido mesmos ativos caiu 15,9%.
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Segundo a companhia, essa queda reflete a piora do resultado financeiro do segmento de distribuição, com o aumento do saldo de dívida e CDI no período, e aumento da depreciação de algumas de suas concessionárias. No consolidado do grupo, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,33 bilhão, 5,4% maior na comparação anual.
De outubro a dezembro, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) societário ficou em R$ 2.064 bilhões, queda de 29,5%. Pelo critério ajustado, o indicador alcançou R$ 3,541 bilhões, aumento de 10,5% na base de comparação anual. Na comparação “mesmos ativos”, a alta foi de 20%.
Já a receita líquida da Equatorial somou R$ 14,418 bilhões, crescimento de 14,3% em comparação com igual intervalo de 2024.
A Equatorial Energia encerrou 2025 com uma relação dívida líquida/Ebitda consolidado de 2,6 vezes, beneficiada pela conclusão da venda dos ativos de transmissão. Excluindo o ganho de capital dessa operação, a alavancagem ficou em 3,0 vezes.
A dívida bruta consolidada do grupo atingiu R$ 54,8 bilhões ao fim do quarto trimestre de 2025, o que corresponde a uma redução de 12,6% em relação ao registrado no terceiro trimestre, refletindo a desconsolidação da dívida da Transmissão, de R$ 4,908 bilhões e a utilização de parte dos recursos da venda para pré-pagamento de dívidas da Controladora e na CSA.
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As dívidas possuem um custo médio de 13,6% ao ano, sendo que a parcela da dívida indexada ao CDI registrou um custo de 15,1%, ou CDI + 0,71%, enquanto a parcela da dívida indexada ao IPCA registrou um custo médio de 10,1% ao ano, ou IPCA + 5,38%.
O prazo médio das dívidas da Equatorial cresceu de 5,4 anos ao fim de 2024 para 6 anos no encerramento do último exercício fiscal.
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