Em distribuição, os analistas Marcelo Sá, Fillipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha, destacaram um crescimento modesto de volume, com controle de perdas e efeitos mistos entre cada concessão. A mais recente, de Goiás, ainda está pressionando custos, principalmente, na linha de serviços, “refletindo a reestruturação em andamento e os esforços para melhorar os indicadores de qualidade”, citaram.
A instituição financeira também chamou atenção para a provisão significativa relacionada ao negócio de geração distribuída (R$ 444 milhões). “A empresa só começou a reconhecer esse efeito neste trimestre, mas é importante destacar que, ao contrário da Energisa (ENGI11), considerou apenas os impactos relacionados a trimestres anteriores como não recorrentes”, citaram. Há expectativa que o tema seja detalhado na teleconferência sobre o balanço, marcada para as 14h.
Na frente de geração, os analistas realçaram o desempenho “muito fraco” dos ativos solares Barreiras e Ribeiro Gonçalves no trimestre, com impactos de 32% e 27%, respectivamente, por curtailment.
No todo, a Equatorial está entre as principais escolhas na cobertura de Utilidades Elétricas do banco, “baseada em sua avaliação muito atrativa, qualidade de resultado, crescimento de Ebtida [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] esperado forte e perspectiva de crescimento promissora”. O Itaú BBA recomenda compra do papel e tem como preço-alvo R$ 50,1 por ação.