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Tempo Real

Veja o fechamento das Bolsas de NY, juros dos EUA e dólar hoje diante das incertezas sobre tarifas de Trump

Dados econômicos e sinais corporativos pessimistas estiveram no radar dos mercados

Por Pedro Teixeira e Poliana Santos

29/04/2025 | 17:30 Atualização: 30/04/2025 | 11:30

Estados Unidos (Foto: Adobe Stock)
Estados Unidos (Foto: Adobe Stock)

As bolsas de Nova York fecham esta terça-feira (29) em alta, apesar das incertezas sobre as políticas econômicas do presidente Donald Trump, que completou seus cem primeiros dias de governo. As ações repercutiram ainda o rumo dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries), que fecharam em queda, depois que dados econômicos e sinais corporativos pessimistas reforçaram as apostas em cortes iminentes nas taxas de juros dos Estados Unidos. O dólar, por sua vez, registrou ganhos.

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O Dow Jones subiu 0,75%, aos 40.527,62 pontos; o S&P 500 avançou 0,58%, aos 5.560,93 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,55%, aos 17.461,32 pontos. Os dados são preliminares.

As ações da Ford e da Tesla subiram 1,3% e 2,1%, respectivamente, após o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmar que o presidente Donald Trump assinaria uma ordem executiva concedendo alívio parcial às montadoras americanas em relação à tarifa de 25% sobre as importações de automóveis.

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Lutnick disse que as montadoras receberiam reembolso de até 15% das tarifas pagas sobre peças importadas para veículos montados nos EUA, enquanto os carros com 85% de suas peças fabricadas no país não estariam sujeitos à sobretaxa.

Ainda entre as montadoras, a ação da General Motors caiu 0,64%. Embora os lucros do primeiro trimestre tenham superado as expectativas, o diretor financeiro, Paul Jacobson, afirmou que os investidores não poderiam mais confiar nas previsões anteriores da empresa para 2025, citando as incertezas sobre a economia.

A Pfizer avançou 3,2%. A farmacêutica também apresentou lucro superior ao esperado e reafirmou suas projeções para 2025, estimando receita entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões e lucro ajustado por ação entre US$ 2,80 e US$ 3,00.

A Meta Platforms subiu 0,85% depois de cair no início da sessão, com o anúncio da primeira versão de seu novo aplicativo de inteligência artificial, o Meta AI. A controladora do Instagram e Facebook divulgará seus resultados na quarta-feira, junto com a Microsoft
Já a Coca-Cola teve alta de 0,8%. A empresa divulgou lucro ajustado de US$ 0,73 por ação no primeiro trimestre, ligeiramente acima dos US$ 0,72 previstos por Wall Street.

Juros dos EUA caem

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos caíram nesta terça-feira, após o Conference Board mostrar retração maior que a esperada no índice de confiança do consumidor americano. O resultado sinaliza menor pressão sobre os preços, assim como a queda do
petróleo, o que reduz a probabilidade de altas futuras nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e impulsiona a demanda por títulos de longo prazo, pressionando os rendimentos para baixo.

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Por volta das 17h (horário de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 3,656%. O rendimento da T-note de 10 anos recuava para 4,168%, enquanto o T-Bond de 30 anos cedia a 4,642%.

As disfunções no mercado de Treasuries parecem ter se normalizado em grande parte após a turbulência provocada pelos anúncios de tarifas do presidente Donald Trump em 2 de abril, avalia em nota Jonas Goltermann, economista-chefe adjunto de mercados da Capital Economics. Os rendimentos dos títulos de longo prazo devolveram boa parte da alta acentuada – e surpreendente – registrada desde o início de abril,
diz.

“No geral, a situação claramente melhorou em relação ao que vimos imediatamente após 2 de abril”, afirma Goltermann. Ainda assim, acrescenta o economista, o diferencial entre os rendimentos de curto e longo prazos permanece significativamente mais amplo do que antes.

Dados de fluxo mostram um cenário de estresse moderado nos Treasuries, de acordo com estrategistas do Barclays. Os resgates de Treasuries desaceleraram na semana encerrada em 24 de abril; as posições dos dealers primários recuaram, enquanto os bancos se destacaram como grandes compradores desses títulos, impulsionados pelo forte estreitamento nos spreads de swap, afirmam os analistas.

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ETFs e fundos mútuos de renda fixa registraram cerca de US$ 3,3 bilhões em resgates na semana – um ritmo ligeiramente mais lento do que na semana anterior, que teve saídas de US$ 5 bilhões. Os dados também estão bem abaixo do pico, quando investidores retiraram cerca de US$ 18 bilhões após os anúncios de tarifas do presidente Trump, em 2 de abril.Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos caíram nesta terça-feira, após o Conference Board mostrar retração maior que a esperada no índice de confiança do consumidor americano. O resultado sinaliza menor pressão sobre os preços, assim como a queda do petróleo, o que reduz a probabilidade de altas futuras nos juros pelo Federal Reserve (Fed) e impulsiona a demanda por títulos de longo prazo, pressionando os rendimentos para baixo.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 3,656%. O rendimento da T-note de 10 anos recuava para 4,168%, enquanto o T-Bond de 30 anos cedia a 4,642%.

As disfunções no mercado de Treasuries parecem ter se normalizado em grande parte após a turbulência provocada pelos anúncios de tarifas do presidente Donald Trump em 2 de abril, avalia em nota Jonas Goltermann, economista-chefe adjunto de mercados da Capital Economics. Os rendimentos dos títulos de longo prazo devolveram boa parte da alta acentuada – e surpreendente – registrada desde o início de abril,
diz.

“No geral, a situação claramente melhorou em relação ao que vimos imediatamente após 2 de abril”, afirma Goltermann. Ainda assim, acrescenta o economista, o diferencial entre os rendimentos de curto e longo prazos permanece significativamente mais amplo do que antes.

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Dados de fluxo mostram um cenário de estresse moderado nos Treasuries, de acordo com estrategistas do Barclays. Os resgates de Treasuries desaceleraram na semana encerrada em 24 de abril; as posições dos dealers primários recuaram, enquanto os bancos se destacaram como grandes compradores desses títulos, impulsionados pelo forte estreitamento nos spreads de swap, afirmam os analistas.

ETFs e fundos mútuos de renda fixa registraram cerca de US$ 3,3 bilhões em resgates na semana – um ritmo ligeiramente mais lento do que na semana anterior, que teve saídas de US$ 5 bilhões. Os dados também estão bem abaixo do pico, quando investidores retiraram cerca de US$ 18 bilhões após os anúncios de tarifas do presidente Trump, em 2 de abril.

Moedas globais: dólar sobe

O dólar avança ante moedas de países desenvolvidos, revertendo parte das perdas da véspera, enquanto investidores monitoram dados econômicos dos Estados Unidos e novidades sobre a política tarifária do governo de Donald Trump.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,23%, para 99,237 pontos. Por volta das 17h (horário de Brasília), o dólar avançava para 142,37 ienes, enquanto o euro cedia para US$ 1,1380 e a libra esterlina era negociada em queda, a US$ 1,3398.

O dólar começou o dia pressionado por dados fracos dos EUA, como a abertura de vagas abaixo do esperado e a queda na confiança do consumidor, mas recuperou força após declarações do governo americano. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, disse ter um acordo fechado à espera de aprovação, enquanto o Tesouro anunciou reuniões com 17 parceiros comerciais. Sinais de que Trump pretende aliviar tarifas sobre o setor automotivo também sustentaram os ganhos da moeda americana.

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“Os riscos continuam inclinados para o lado negativo”, avalia Francesco Pesole, analista do ING, lembrando que o dólar segue altamente sensível a qualquer novidade sobre tarifas ou dados econômicos. Segundo ele, já há sinais de que a economia americana sente o impacto das incertezas comerciais.

Entre pares, o dólar canadense recuava levemente após a vitória dos liberais para um quarto mandato, mas sem maioria na Câmara dos Comuns. Para Michael Pfister, do Commerzbank, o resultado fragilizou o câmbio porque o partido agora depende de alianças com partidos menores para aprovar sua agenda no Parlamento.

Na Europa, uma leitura acima do esperado da confiança do consumidor alemão não foi suficiente para sustentar o euro. Pesole observa que o euro perdeu força como moeda preferencial nas últimas semanas, ficando atrás da maioria dos pares do G-10. Um apagão registrado em partes da Espanha e de Portugal também pode ter contribuído para a queda da moeda, “ainda que fatores mais amplos estejam em jogo”.

* Com informações da Dow Jones Newswires

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