A Fitch destaca que os perfis de crédito dos bancos emergentes devem continuar “resilientes às pressões da guerra comercial”. No entanto, revisou para “deteriorando” as perspectivas do setor bancário em países da Ásia e da América Latina com maior abertura comercial e exposição às tarifas. Segundo a agência de classificação de risco, “os sistemas bancários da Ásia-Pacífico e da América Latina são os mais expostos aos riscos tarifários dos EUA, dada a maior dependência da demanda americana”.
Na Ásia, a perspectiva para a China segue negativa, refletindo “os desafios persistentes para os bancos, à medida que políticas governamentais pressionam a lucratividade”. A Fitch também rebaixou a perspectiva do setor bancário na Tailândia, Taiwan e Coreia para “deteriorando”, enquanto o Vietnã foi mantido em “neutra”.
Na América Latina, o destaque negativo foi o México. “Revisamos a perspectiva do setor bancário para o México para ‘deteriorando’ diante do enfraquecimento do Produto Interno Bruto (PIB) e dos efeitos incertos da guerra comercial”, diz o relatório, citando riscos à rentabilidade e qualidade dos ativos dos bancos.
Já no Oriente Médio, os bancos seguem sustentados por “condições econômicas sólidas” atreladas aos preços do petróleo. A Fitch elevou sua projeção para o preço do barril em 2025 de US$ 65 para US$ 70, refletindo o aumento do “prêmio de risco geopolítico”.