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O Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 84 milhões no quarto trimestre de 2024, alta de 3,3% em comparação com os R$ 81,3 milhões registrados no mesmo período de 2023. Já em 2024, o lucro líquido da companhia somou R$ 616,2 milhões, um crescimento de 32% ante 2023. Os dados capturam resultados do Instituto Hermes Pardini a partir de maio de 2023, já que a rede foi adquirida pelo Fleury no fim de abril do mesmo ano.
- Veja também: Fleury paga R$ 254 milhões em dividendos
Recomendações para o Fleury após balanço
Citi
O Citi considerou os resultados do Fleury suaves para o quarto trimestre de 2024. As receitas brutas vieram em linha com as estimativas, puxadas principalmente pelas vendas mais fortes, que compensaram a desaceleração no braço de B2B.
O Ebitda (lucro antes de juros, depreciação, amortização e impostos) ajustado também veio em linha com o esperado devido ao aumento de margem bruta. Assim, o lucro líquido de R$ 84 milhões superou um pouco as estimativas do Citi.
Porém, os analistas Leandro Bastos e Renan Prata avaliam que o aumento das vendas, que foi um dos principais pontos positivos que levou o balanço a atingir as expectativas, parecem estar relacionadas com o calendário, ou seja, são transitórios. Porém, os pontos negativos devem se prolongar ao longo de 2025, como a queda no braço de B2B.
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O Citi tem recomendação neutra para Fleury, com preço-alvo é de R$ 13,00, o que representa um potencial de valorização de 16,91% em relação ao último fechamento.
Itaú BBA
Os resultados do Fleury no quarto trimestre de 2024 demonstraram melhora no crescimento da receita e vieram dentro do esperado, porém, o aumento do nível de glosas (suspensões de pagamento relacionadas às justificativas técnicas para a realização dos procedimentos) continuou a afetar a lucratividade da empresa. A avaliação é do Itaú BBA.
Segundo os analistas do banco, os dados do trimestre vieram em linha com as suas estimativas, com destaque para o crescimento de 8% da receita que refletiu o desempenho das marcas de São Paulo, Mobile Services e por uma aceleração na marca premium Fleury.
No entanto, apesar de ver uma eficiência consistente de custos e despesas da empresa, o banco afirma que as glosas continuaram a impactar os resultados, impedindo uma melhor expansão da margem Ebitda.
“Estamos ansiosos para avaliar a sustentabilidade desta tendência. Apesar desses obstáculos, vale ressaltar que o Fleury tem defendido consistentemente margens e tendências robustas de fluxo de caixa livre”, afirmaram os analistas Vinícius Figueiredo, Lucas Marquezini e Felipe Amancio em relatório.
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O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para as ações do Fleury (FLRY3), com preço-alvo de R$ 17,00, o que representa um potencial de valorização de 53% sobre o fechamento do papel no pregão de quinta-feira (27).